8 de dezembro de 2005

Meu quarto


O chão do meu quarto
É feito de lágrima.


A parede do meu quarto
É feita de grito.


O teto do meu quarto
É feito de pensamento.


A porta do meu quarto
É feita de solidão.
Meu quarto é um fator endógeno:
Um grande exílio sem anistia,
É enfim a nata visionária
De uma princesa que velejou
Nas cinzas do carnaval.


Meu quarto
É um coração impuro,
Na verdade morto
Pelo tempo sujo
Cujo silêncio é festa .

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