9 de janeiro de 2006

Mais uma mensagem no muro das lamentações

Se um dia a vida parasse e houvesse a possibilidade de uma reflexão, será que eu conseguiria mensurar tudo que vivi, pensei, senti, gostei, argumentei, briguei? Ainda assim penso que o melhor não seria mensurar, mas saber pescar na vida apenas o bom, apenas o proveitoso. Acho que eu não fiz isso. Pelo menos não quanto deveria. Errei, pequei, machuquei, briguei, xinguei, traí, fiz chorar... Mas só depois de muito tempo, quando a ferida dos outros já se tornara uma cicatriz antiga, eu comecei a lembrar do que fiz. Talvez eu deveria ter despertado para meus atos um tanto antes. Entretanto, penso cá que esse pode ser o melhor momento. Agora, mais séria, mais madura, mais experiente, posso ter uma análise melhor e mais coerente.

Ainda assim, quando olhamos para trás depois de um longo período a miopia da alma não nos permite ter a imagem correta, guardamos apenas o que nos marcou mais e talvez isso não seja o mais importante do que se passou. Às vezes o que não vemos, o que não percebemos, é o que mais surte efeito no próximo.

Enfim, tenho medo de pensar nas dores que causei, mas só assim vou aprender a causá-las cada vez menos, preciso delas para perceber o que sou para os que me cercam. Quantas coisas precisamos fazer ou ter e não queremos?... Essa será apenas mais uma

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