A certeza é um sentimento estranho. Estranho pelo simples fato de não se definir com grandes explicações. Ela existe apenas. Assemelha-se a fé, que só existe para quem a possui, para quem a domina, para quem se submete a ela.
Assim me sinto em relação a essa certeza. Uma certeza muitas vezes sombria e triste de que um dia, no fim dos meus dias, vou morrer sozinha, sem amigos, sem marido, sem filhos, sem pais, sem casa, sem cachorro nem gato, sozinha numa sarjeta distante do mundo, distanciada por uma dor profunda, por um rancor...
Da mesma maneira que existe a fé em coisas que não fazem bem ao crente, essa certeza pode ser a pedra que me prende ao fundo do poço. Pode ser essa certeza que não me permita respirar, que não me permita sair do poço. Até aí, nada conclusivo e nada interessante. O que me intriga de fato é: como me liberto dela?
O nó da corda está escondido nos confins do meu ser, um nó cego para o amor, cego para os sorrisos que recebo, cego para o fim da dor. E agora? E agora?....
O nó não me machuca mais, só me machuca pensar que ainda não sei como desatá-lo. Espero descobrir a tempo, a tempo de eu não me afogar na lama da dor, na lama do coração corrompido de rancor.
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