
Agora acredito de fato que existam duas realidades em mim: a personalidade e a individualidade. A personalidade é essa que vive, que interage, que constrói (e muitas vezes destrói) e que se amplia. Enquanto que a individualidade é aquele âmago, aquele inconsciente mais que consciente que dita as mensagens mais sublimes, que é sempre ponderada, que sabe retirar o melhor de cada situação.
Essa conclusão pode parecer pueril e ínfima, mas ela preenche um questionamento que me acompanha de longa data. A muito eu pensava que habitava em mim um vazio. Vazio este que era quase que único companheiro. Ele se ampliava nos momentos mais contraditório, ele tomava forma e cores que eu não conseguia acreditar. Não acreditava mais ainda que tudo aquilo fazia parte de mim. Depois de eu quase sucumbir àquela imensidão de poder, comecei a refletir sobre sua existência. Por que havia um vazio tão grande no meu peito? Por que o desejo de morte batia a porta? Por que a insegurança corroia minhas vísceras? Nem eu mais me dava conta; e a resposta conseguiu ser mais impactante que as pergunta que a geraram.
Eu mentia para mim. Mentia consistentemente, mentia diariamente, mentia sobre tudo e qualquer mínimo detalhe que passava diante de meus olhos. Eu recriava a realidade, que de tão irreal deixava de ser realidade e se tornava fantasia. Comecei a viver num conto de fadas onde não havia Cinderela, branca de neve, príncipes ou anões, existiam apenas fadas, bruxas, feitiços, sapatinhos vermelhos que me levariam para o caminho de casa.
Aos poucos (graças a Deus foi aos poucos) consegui perceber que eu vestia uma mascara que escondia quem eu era. Eu mentia para mim porque não acreditava que eu era tão boa quanto imaginava ser. Eu queria o grande título de rainha do qualquer coisa, quando não via meus títulos de princesa nas coisas relevantes. Eu escondia o que havia de melhor achando que o melhor era aquilo que eu não tinha. A mentira era tão grande que as pessoas percebiam isso com muita facilidade, enquanto a fada dos sonhos que vos narra a história não conseguia ver nem com a ajuda de muitos espelhos.
Mas a esperança nunca se perde. Foi aquela individualidade, guardadinha lá dentro, mas não menos importante, que criou o vazio. Ela criou o vazio para que esse crescesse e engolisse a personalidade hipócrita que crescia. Ela esperou com muita paciência e serenidade para que tudo acontecesse como planejado. E assim aconteceu. A personalidade sucumbiu na sua podridão de mentiras, de fantasias e de hipocrisias.
Agora reina o vazio. Não vazio de consciência, mas de sentimentos. A individualidade começa a construir um novo por vir. Mas este virá com mais confiança, porém com mais humildade; com mais perseverança, porém com mais serenidade; e, acima de tudo, com mais amor. Amor ao que me cerca, ao que me uno para ser alguém melhor, ao que me uno para evoluir.
Se ela vai ter sucesso? Não posso garantir, mas é certo que, se o sucesso não vier, ela começa tudo de novo. O ciclo da vida interna não se encerra, só se expande.
Essa conclusão pode parecer pueril e ínfima, mas ela preenche um questionamento que me acompanha de longa data. A muito eu pensava que habitava em mim um vazio. Vazio este que era quase que único companheiro. Ele se ampliava nos momentos mais contraditório, ele tomava forma e cores que eu não conseguia acreditar. Não acreditava mais ainda que tudo aquilo fazia parte de mim. Depois de eu quase sucumbir àquela imensidão de poder, comecei a refletir sobre sua existência. Por que havia um vazio tão grande no meu peito? Por que o desejo de morte batia a porta? Por que a insegurança corroia minhas vísceras? Nem eu mais me dava conta; e a resposta conseguiu ser mais impactante que as pergunta que a geraram.
Eu mentia para mim. Mentia consistentemente, mentia diariamente, mentia sobre tudo e qualquer mínimo detalhe que passava diante de meus olhos. Eu recriava a realidade, que de tão irreal deixava de ser realidade e se tornava fantasia. Comecei a viver num conto de fadas onde não havia Cinderela, branca de neve, príncipes ou anões, existiam apenas fadas, bruxas, feitiços, sapatinhos vermelhos que me levariam para o caminho de casa.
Aos poucos (graças a Deus foi aos poucos) consegui perceber que eu vestia uma mascara que escondia quem eu era. Eu mentia para mim porque não acreditava que eu era tão boa quanto imaginava ser. Eu queria o grande título de rainha do qualquer coisa, quando não via meus títulos de princesa nas coisas relevantes. Eu escondia o que havia de melhor achando que o melhor era aquilo que eu não tinha. A mentira era tão grande que as pessoas percebiam isso com muita facilidade, enquanto a fada dos sonhos que vos narra a história não conseguia ver nem com a ajuda de muitos espelhos.
Mas a esperança nunca se perde. Foi aquela individualidade, guardadinha lá dentro, mas não menos importante, que criou o vazio. Ela criou o vazio para que esse crescesse e engolisse a personalidade hipócrita que crescia. Ela esperou com muita paciência e serenidade para que tudo acontecesse como planejado. E assim aconteceu. A personalidade sucumbiu na sua podridão de mentiras, de fantasias e de hipocrisias.
Agora reina o vazio. Não vazio de consciência, mas de sentimentos. A individualidade começa a construir um novo por vir. Mas este virá com mais confiança, porém com mais humildade; com mais perseverança, porém com mais serenidade; e, acima de tudo, com mais amor. Amor ao que me cerca, ao que me uno para ser alguém melhor, ao que me uno para evoluir.
Se ela vai ter sucesso? Não posso garantir, mas é certo que, se o sucesso não vier, ela começa tudo de novo. O ciclo da vida interna não se encerra, só se expande.
Um comentário:
nem sempre acertamos. mas dessa vez vc acertou, e o melhor de tudo é que fez tudo para o seu bem, para que tudo fique melhor pra vc.
Continue acertando morena...
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