11 de junho de 2006

Minha máscara caiu.

Queria sumir e me esconder, mas no fundo o desejo de esconderijo é mais para ser encontrada e não para fugir. Pq existe o desejo do encontro?

Que incoerência minha máscara guarda? Logo eu que não gosto de máscara, mas que acabo usando-a tanto quanto odeio ver as pessoas usarem...

Quanta hipocrisia meu peito conserva, enquanto, ainda hipócrita, critico a hipocrisia alheia.

Quando disseram “olhe para o seu rabo” estavam certos, e estou eu cá comparando o meu rabinho ao rabinho dos outros.

Mas ainda assim perdi o foco, como sempre.

Sumir não é querer aparecer, sumir é mostrar que desisti. Não desisti das pessoas, desisti da dificuldade que até eu tenho de conviver comigo.

Cansei da mulher enfadonha que eu acordo pela manha e deixo tomar forma.

Cansei dessa hipócrita que veio junto com a máscara que comprei na feira das vaidades.

Ainda assim pq fugir do mundo se é ele que quero encontrar?

Onde está a coerência das idéias?

O desejo mascara (olha a máscara de novo) que a esperança de ser encontrada não morreu.

Mas o desejo não é de amor, homem não me apetece agora.

O desejo é de “não estás só”.

Enfim, o desejo ainda mora aqui.

2 comentários:

Raul disse...

Oi Maíra, lá vou eu de novo. Tentar falar algo de útil pra você. (às vezes até penso que consigo)

É o seguinte: o desejo é o que nos move. Ele nunca fica encoberto. Por pior que seja, ele é real e só se acalma quando é saciado. Você é uma mulher bastante sã. Não vai perder a razão. Apenas pense que a busca da saciedade é que implica riscos. É meio complicado ser a gente mesmo às vezes. Mas é impossível não ser a gente...
Abraços

Thiago Ponce de Moraes disse...

Oi, Maíra! Como está?
vejo que continua exercitando a escrita; que bom!

Espero que a vida vá bem. Por aqui tudo vai.
Trabalho, namoro, escrevo, leio. Mas há vezes que a saudade bate, et cetera. Saudade de um tempo rápido, essas coisas.

Beijos.