
É, tu não soubeste me mostrar
A beleza que poderia eu encontrar
Traiste nosso acordo de confiança
Tirando-me toda a esperança
Fiquei eu cá, boba e inocente
Ainda acreditando nesta semente
Que, com poucas forças, pude plantar
Ainda assim, tu não provaste me amar.
Agora, Solidão, deixo-a só
Sigo com quem me deu a mão
Não aceito seu perdão
Porque tudo entre nós virou pó.
Serei feliz? Talvez, não saberia dizer
Serei amada? Talvez, um pouco cedo saber
Serei correspondida? Talvez, o tempo irá dizer
Serei sincera? Ele somente poderá saber.
Posso não ter quem quero, mas me comprometo em nunca mais voltar para ti, Solidão. Foste a companheira que tive e que sempre foi fiel, mas porém sórdida, torturante. Nunca me tratou com carinho, buscarei quem assim me tratará.
Um comentário:
Gostei do poema moçinha!
lirismo, realismo, rima.
bonito.
Grande beijo.
Mr.
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