16 de junho de 2007

Brincadeira de criança

Na infância meus sonhos se realizavam
Minha mente era livre de preconceitos
Meus olhos sorriam alegremente
Mas o coração era pequeno
E, bobo, desconhecia a tristeza


A experiência traz a tristeza
Só pq desejo cada vez mais
Espero cada vez menos
Enchergo quase nada
e perco o pouco que tenho

Quero voltar a brincar
Quero não desejar tanto
Quero sonhar só com o fim de semana
Quero fazer um novo amiguinho

Não quero mais o cartão do banco
O diploma enferrujado
A monografia interminável
O pai dos filhos que nunca terei

Solitude ou Solidão
Ainda não sei seu nome
Mas sei que me acompanha
e insiste em me amar
já mandei vc embora

Se vá Solidão!

2 comentários:

Apontador disse...

Belíssimo poema !!! Continuas afiada nas palavras em nos colocar frente a frente com as mais sólidas impressões e sentimentos. E faz refletir como alguém alcança tal grau de autoconhecimento a ponto de dizer coisas tão profuindamente verazes sobre a condição humana que só encontraria dentro de si. Tenho uma imensa admiração por isso e até uma pontinha de inveja, mas uma inveja boa de uma autora a quem prezo tanto...

Anônimo disse...

Quanta poesia bonita por aqui!

Beijos!