Na infância meus sonhos se realizavam
Minha mente era livre de preconceitos
Meus olhos sorriam alegremente
Mas o coração era pequeno
E, bobo, desconhecia a tristeza
A experiência traz a tristeza
Só pq desejo cada vez mais
Espero cada vez menos
Enchergo quase nada
e perco o pouco que tenho
Quero voltar a brincar
Quero não desejar tanto
Quero sonhar só com o fim de semana
Quero fazer um novo amiguinho
Não quero mais o cartão do banco
O diploma enferrujado
A monografia interminável
O pai dos filhos que nunca terei
Solitude ou Solidão
Ainda não sei seu nome
Mas sei que me acompanha
e insiste em me amar
já mandei vc embora
Se vá Solidão!
2 comentários:
Belíssimo poema !!! Continuas afiada nas palavras em nos colocar frente a frente com as mais sólidas impressões e sentimentos. E faz refletir como alguém alcança tal grau de autoconhecimento a ponto de dizer coisas tão profuindamente verazes sobre a condição humana que só encontraria dentro de si. Tenho uma imensa admiração por isso e até uma pontinha de inveja, mas uma inveja boa de uma autora a quem prezo tanto...
Quanta poesia bonita por aqui!
Beijos!
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