Pela primeira vez não desejo fugir
Pela primeira vez não sinto raiva
Pela primeira vez não sofro
Pela primeira vez não choro
Vejo as pessoas ao meu redor
Penso, mas não insisto
No quanto suas palavras mudam
No quanto tentam iludir uns aos outros
Quanta tolice....mas alguns conseguem
E alguns me iludiram
Acreditei ter amigos, acreditei ser amada
Tanta decepção que eu poderia sentir
Mas apenas rio, pois nada mais sofro
Não sou insensível, alcancei bem maior
Sou apenas mais madura.
Se não me amam, paciência.
Quando ele disse: "Nascemos sozinhos e morremos sozinhos",
eu discordei veementemente.
Mas agora o entendo, e ele está certo.
Nascemos para sermos sós.
Sou só, as vezes angustiada,
porém mais calma,
muito mais serena.
Só não entendo uma coisa
Porque as pessoas ainda tentam,
tristemente, iludir as outras?
2 comentários:
Você me lembrou agora uma canção: "dom de iludir" do Caetano.
E deu uma vontade de tomar um chopp e vaguear sobre este poema.
Beijos!
Muito belo e profundo o poema !!! Bastante pertinente, porque como dizia Platão os sentidos estão sempre a iludir-nos. Sim, muitas das vezes com belíssimas ilusões !!! E se eu pudesse alterar a idéia original de Platão, eu daria aos sentidos muito mais atribuições que as cinco obviamente catalogadas: tato, olfato, visão, paladar,audição. Eu diria que o ser humano vai muito além do físico e colocaria sensações e intuições nesse meio.
Idéias ridículas minhas, mas que precisava expô-las diante de tão incitante / excitante texto.
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