18 de março de 2009

Colores


A sorte de não escrever pelo níquel
E ter a seca de ideias
Deixar o choro romper a garganta
Sofrer, Viver, Destruir-se

Paa só então, na angustia da letra
Na agonia dos pensamentos
Ruminam horrores,
Manchando o papel.

Todas as cores se misturam
Para o poeta, isso não importa
Tudo se torna branco
Ofuscante, intenso, mas o mesmo

O amor se mistura com o ódio
O sorriso se perde nas lágrimas
Afinal tudo se tornou
Apenas Branco

Este é o fim de qualquer poeta
Uma caneta,
Sua dor,
E o papel, todo branco.

Um comentário:

Apontador disse...

Papel branco não é poesia? Não expressa concretamente uma situação? Não expõe aos leitores a falta que sentirão de poder aprender apreender algo de uma liricidade sem fim como a sua? Não seria a vida, poesia, mesmo que por vezes demasiada trágica? Triste mesmo é ter passando tantos minutos sem vir aqui !!!