31 de maio de 2006

Memória


Amar o perdido
deixa confundido
este coração.


Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.


As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão.


Mas as coisas findas,
muito mais que lindas,
essas ficarão.

(Drummond de Andrade)


E você ficou e há de ficar, porque toda história há de terminar.

4 comentários:

Raul disse...

Ah, isso sim remete ao passado, Maíra. "Memória" é realmente um clássico. Me remete a lembranças boas, muito boas (e me faz querer viver coisas melhores)
Abraço!

Anônimo disse...

ai ai... hummmmmmmmmmmmmmmmm
;)
(sem palavras, pois as tais; jamais, revelariam o enigma de um sorriso)
Beijo no coração!

Unknown disse...

eu te achei, eu te achei, alma perdida minha...

Anônimo disse...

Muito bom, a postagem desse poema. Ele me traz ótimas lembranças de coisas findas e muito, muito, muito mais que lindas!!!