Tem coisas medíocres que criamos expectativas na mente.
Sou filha única, boa parte da minha vida vivi sozinha. Quem lê um pouco disso aqui sabe do meu romance com a solidão.
Mas descobri coisas muito ruins na companhia compulsiva que me fizeram voltar para a solidão.
Não tem algo q me incomode mais do que aquele grupo de pessoas q vive tão próximo q passam a dizer tudo q vivem entre si, umas para as outras.
Explico! Três amigos, dois se desentendem e um deles conta para o terceiro. O terceiro resolve opinar e aí aquele primeiro q não queria q o terceiro soubesse, se chateia com o q contou (piorando o desentendimento) e com aquele terceiro q resolveu questionar e se meter.
Isso foi um caso simplificado com apenas três pessoas. Imagine dez pessoas vivendo dessa maneira, quinze ou talvez vinte. É uma tremenda novela q mistura mexicanos com italianos. Posso falar alto e me exaltar, mas na política social estou mais para os ingleses.
Por isso, não sinto falta de muita coisa q se passou na minha vida, desde o primeiro grupo próximo demais, aos 15 anos.
Sendo assim, estou criando um novo objetivo. Coexistir sem depender, sem sufocar, sem viver em conjunto. Talvez seja a relação mais saudável para se ver e, surpreendentemente, a mais difícil de se encontrar...
Vou deixar a solidão aqui até isso acontecer...