11 de agosto de 2008

Ilusões

Tem coisas medíocres que criamos expectativas na mente.

Sou filha única, boa parte da minha vida vivi sozinha. Quem lê um pouco disso aqui sabe do meu romance com a solidão.

Mas descobri coisas muito ruins na companhia compulsiva que me fizeram voltar para a solidão.

Não tem algo q me incomode mais do que aquele grupo de pessoas q vive tão próximo q passam a dizer tudo q vivem entre si, umas para as outras.

Explico! Três amigos, dois se desentendem e um deles conta para o terceiro. O terceiro resolve opinar e aí aquele primeiro q não queria q o terceiro soubesse, se chateia com o q contou (piorando o desentendimento) e com aquele terceiro q resolveu questionar e se meter.

Isso foi um caso simplificado com apenas três pessoas. Imagine dez pessoas vivendo dessa maneira, quinze ou talvez vinte. É uma tremenda novela q mistura mexicanos com italianos. Posso falar alto e me exaltar, mas na política social estou mais para os ingleses.

Por isso, não sinto falta de muita coisa q se passou na minha vida, desde o primeiro grupo próximo demais, aos 15 anos.

Sendo assim, estou criando um novo objetivo. Coexistir sem depender, sem sufocar, sem viver em conjunto. Talvez seja a relação mais saudável para se ver e, surpreendentemente, a mais difícil de se encontrar...

Vou deixar a solidão aqui até isso acontecer...

Um comentário:

Apontador disse...

Bravo !!! É isso o que é necessário e é isso que acontece. É preciso ir da caverna ao mundo, mas sempre guardar a caverno onde há conforto, onde há a contemplação da presença mais importante: a sua.