20 de setembro de 2009
Fascinante natureza
11 de agosto de 2009
Eu queria ser uma otimista. Otimistas veêm o mundo com bons olhos, tiram o melhor das pessoas e atraem as boas pessoas.
Eu virei um repelente. Sou um ser triste, olhos mareados, cansados. Só atraio pessoas que me criticam, que me julgam. Pessoas que eu amo ficam longe, tudo fica triste ao meu redor.
E quanto mais tristeza, menos gente. Mais deserto, mais nuvens sobre mim....
O dia em que minha vida tiver um fim, eu não sofrerei mais.
E as vezes anseio o fim. Mais do que se imagina.
26 de junho de 2009
22 de junho de 2009
13 de maio de 2009
Insano

26 de março de 2009
25 de março de 2009
Dias estranhos
18 de março de 2009
Colores

10 de fevereiro de 2009
O infinito feminino

31 de janeiro de 2009
Infundadas pérolas
Para ler ouvindo : Eu não sei dançar - Marina Lima10 de janeiro de 2009
2008.2, o retorno!
Djavan ao fundo
Sorrisos ao meu redor
Pouca luz, aroma de férias
Um reveillon diferente, definitivamente
Não houve resoluções do ano
Não houve pensamento positivo
Não houve metas criadas
Não houve páginas viradas
Primeiro ano num rumo diferente
Ano em que o rumo não mudou
Primeiro ano com pensamento diferente
Ano em que o pensamento se achou
Encontrei pela primeira vez a paz
A sensação de um ano bem vivido
Ano em que não mudei rumos
E estes naturalmente se modificaram
Agora entendo que curso de vida não precisa de mudanças bruscas, tudo muda da maneira que deve mudar, sutilmente, sem dores. Muita coisa se passou, muita agua desagou no mar se fim, muita agua demorará muito para passar debaixo dessa ponte de novo, mas nada foi dolorido. Nada foi sofrido.
Primeira vez - sim, foi a primeira genuinamente - que não senti o desejo insano de me mudar, de me arrepender, de fugir de tudo que fiz. Primeira vez que tenho orgulho de mim, de meus atos, de meus amores, de minhas palavras ou até mesmo do meu silêncio oportuno.
Felicidade de olhar para um ano inteiro e pensar que ele é a continuação do anterior e não uma nova vida. Enfim, aprendi que a vida é só uma. Não posso viver querendo recomeçar sempre, pois a memória das derrotas nunca me abandonará. Aprendi a levar a frente tudo que tenho e continuarei vivendo com essas memórias, com as certezas de que sou melhor que ontem.
To longe da perfeição, não sou compreendida por ninguém. Quando resolvo abrir a boca e contar quem eu realmente sou e tudo que já fiz, sempre vejo um olhar de reprovação. Por isso, agora guardo para mim, aprendi a sorrir sempre e mostrar cada vez menos.
Se eu posso dizer que existe um foco para 2009 é a decisão de colocar os outros como centro das conversas e não eu. Não entenderiam quem eu sou e nem me importo mais. Só importa chegar em casa com uma boa lembrança dos encontros, e isso me basta.
Sendo assim, feliz 2008.2 para mim!
26 de dezembro de 2008
Celebrando lembranças
10 de novembro de 2008
Preguiça

19 de outubro de 2008
Fantasma
7 de outubro de 2008
Realidade

27 de agosto de 2008
Identidade
16 de agosto de 2008
Tudo que eu posso te dar é solidão com vista pro mar....

O chão do meu quarto
É feito de lágrima.
A parede do meu quarto
É feita de grito.
O teto do meu quarto
É feito de pensamento.
A porta do meu quarto
É feita de solidão.
Meu quarto é um fator endógeno:
Um grande exílio sem anistia,
É enfim a nata visionária
De uma princesa que velejou
Nas cinzas do carnaval.
Meu quarto
É um coração impuro,
Na verdade morto
Pelo tempo sujo
Cujo silêncio é festa .
12 de agosto de 2008
Momentos
O momento é exatamente esse. Tenho milhões de coisas a fazer mas não consigo cumpri-las pq só penso em uma coisa: meu avô.
Neste exato momento, ele está numa cama de hospital, com a "promessa" de que não viverá mais do que algumas horas. Pois é, duro assim.
Pq a promissidade da morte de um avô, doente a algum tempo, e bem mais velho do que se espera pode afetar alguém? Pq a morte é algo tão estranho?
Acho que pra cada pessoa pode haver motivos diferentes.... Para cada um existem possibilidades infinitas. Mas para mim a razão é alarmante.
É a primeira proximidade da morte que me afeta efetivamente. Vi meu outro avô morrer aos meus 16 anos, vim minha madrinha morrer nos meus 14 anos. Mas é a primeira vez q analizo friamente tudo q rodeia meu avô, todas as questões emocionais e financeiras.
Descobri algo triste sobre mim. Sua morte se aproximando me faz pensar q não fui a neta q eu gostaria de ter sido. Isso me faz pensar que eu, boba q sou, sempre sou muito dura, me afasto muito, falo pouco de meus sentimentos... E agora, com meu avô doente, em outra cidade, me faz pensar que ele vai morrer e eu não vou ter dito milhões de coisas que queria ter dito.
Não vou poder falar e mostrar coisas pq fui incapaz de busca-lo quando ainda era possível e travar a relação que eu gostaria de ter tido.
Agora, fico eu cá, com um peito apertado, olhos mareados, ofegante e pensando que não sei tratar como gostaria as pessoas que amo... Algo precisa ser modificado a tempo, antes de eu me arrepender de muitas relações.
Isso não foi um post em um blog... Isso foi um vômito emocional... Um choro virtual, q desde já não queria ter feito. Mas esse espaço me permite dizer tudo q quero. E assim vai ser....
E pensamento nele.... Só queria ter conseguido dizer o quando gosto dele... só isso...

É essa a imagem q vai ficar... Ou aquela foto em q vc me levantou no colo, num carnaval, eu fantasiada e vc rindo de mim... Não quero lembrar do q vi naquela cama....
11 de agosto de 2008
Ilusões
Sou filha única, boa parte da minha vida vivi sozinha. Quem lê um pouco disso aqui sabe do meu romance com a solidão.
Mas descobri coisas muito ruins na companhia compulsiva que me fizeram voltar para a solidão.
Não tem algo q me incomode mais do que aquele grupo de pessoas q vive tão próximo q passam a dizer tudo q vivem entre si, umas para as outras.
Explico! Três amigos, dois se desentendem e um deles conta para o terceiro. O terceiro resolve opinar e aí aquele primeiro q não queria q o terceiro soubesse, se chateia com o q contou (piorando o desentendimento) e com aquele terceiro q resolveu questionar e se meter.
Isso foi um caso simplificado com apenas três pessoas. Imagine dez pessoas vivendo dessa maneira, quinze ou talvez vinte. É uma tremenda novela q mistura mexicanos com italianos. Posso falar alto e me exaltar, mas na política social estou mais para os ingleses.
Por isso, não sinto falta de muita coisa q se passou na minha vida, desde o primeiro grupo próximo demais, aos 15 anos.
Sendo assim, estou criando um novo objetivo. Coexistir sem depender, sem sufocar, sem viver em conjunto. Talvez seja a relação mais saudável para se ver e, surpreendentemente, a mais difícil de se encontrar...
Vou deixar a solidão aqui até isso acontecer...
20 de julho de 2008
Desabafo

18 de julho de 2008
Família
12 de julho de 2008
Adaptação
Na verdade, cabe pensar primeiramente o que é insano. Flagrei-me pensando nessa questão ao ouvir discussões calorosas sobre pedofilia e zoofilia.
Mas isso me levou ao mais "normal". E as pessoas que tem desejos compulsivos de permanecer buscando parceiros com o mesmo perfil, ainda que todos eles dêem errado da mesma maneira.
Percebi minha relação nas amizades então. Descobri uma mudança, um divisor de águas em algumas coisas. Tenho amigos de ambos os sexos, como muitos. Descobri que passei a escolher amigos do sexo masculino diferentes de uns anos para cá. O que mostra que me livrei de algo errado, pois essas amizades me constroem mais do eu imaginara.
Em contra partida, as amizades do sexo feminino tendem ao doentio. Se alguma amiga ler isso, não levo para o lado pessoal. Explico o porquê. Eu não sei viver com mulheres. Aproximo de mim sempre dois tipos de mulheres: as que me intimidam ou as que desprezo. Existem sim mulheres com quem me relaciono de igual pra igual, mas descobri que aquelas que estão perto de mim caem nesses dois perfis.
E, claro, comparei com os homens. Com eles, tenho uma relação de igual para igual. Eles não me intimidam (exceto, claro, aqueles por quem me apaixono..rs), não os desprezo. Sempre me sinto no mesmo nível, o que sempre me permitiu ter relações amorosas relativamente saudáveis.
Enquanto isso, com as mulheres nunca foi assim. Todos os dias me surpreendo com elas. São estranhas a mim, intensas quando menos espero, tristes demais em momentos surpreendentes e cansativas em muitos momentos. Mas tudo isso pode ser tranquilamente contornado.
A unica coisa que não entendo é a necessidade de competir. Cresci ouvindo que homens são competitivos, que lutam sempre pelo mesmo objetivo e podem ser desleais. Descobri o contrário. Homens são tremendamente corporativos, o que me faz admira-los ainda mais. Porém, as mulheres são insuportavelmente sórdidas. Falsas e costumam falar mais pelas costas do que cara a cara.
Sinceramente, perdi o desejo de compreender isso. Mas ainda estou em busca de uma maneira de não me afetar por isso. É absolutamente insuportável. Se uma mulher ler isso, entenda: deixe de ser competitiva!
Pode parecer mero blá blá blá. mas para quem tem uma mãe que vive competindo com a filha pela atenção do seu marido, essa relação pode tirar do sério qualquer pessoa. Pq uma amiga, que teve seu namorado apresentado pela sua amiga, quer excluí-la da vida do seu amado e tomar o lugar da amiga. Isso e muitas outras coisas que tenho que aturar calada. Tenho que conviver sem me pronunciar. E isso sim, é enlouquecedor.
Logo, declaro aos céus, faça-me homem na proxima vida. E um homem homossexual, para que viva com outros homens, ame os homens e seja homem e tenha amigos homens. Pois "the women sucks!".
Mais uma sessão de terapia semana que vem para tentar resolver isso.
30 de junho de 2008
Flor

2 de junho de 2008
Lama minha

Amargura de pensar nos outros
Tristeza em ver tão pouco
Sorrir por mera educação
Preencher-me da solidão
Por mais que tente, e tento
Ver veracidade nos atos alheios
Vejo mentiras e maus tratos
Corações tão feios
Desdem, indiferença, rancor
Vingança, fofoca, desamor
Tudo que não há sentido
Se torna um eterno castigo
Almas vagam no limbo
de podridão dos sentimentos
podendo ser mais que muito
escolhem ser um adendo
a acolhida é a solitude
vagar pela lama humana
chorar as dores a muide
da podridão humana.
Nunca foi tão dificil conviver com os outros.... O mundo é cada vez mais doentio, mais feio, mais triste.... O braço fica cansado de nadar contra a maré.... Um dia a gente simplismente.... Deixa o barco a deriva.....
21 de maio de 2008
Ressentir
De funções inumeras
Enquato a contante não muda
A solidão é o termo independente
Variável q não varia
Função que não termina
Com ou sem assintota
Nada mais me ilumina
Pois a vida assim me guia
Terminando sempre inconclusiva
Só basta dizer:
"Seja Bem vinda!
De novo".
24 de março de 2008
Longe....

7 de fevereiro de 2008
Chega de Saudade

Num verão atípico, com chuvas de mais e sol de menos, faço uma bela viagem quase todas as manhãs. Uma empreitada matemática me obriga a sair da pacata tijuca e seguir ao poético jardim botânico.
Há quem diga que tenho azar, efeito do tempo perdido, do sono escasso e da entediante viagem. Percebi a sorte de poder fazer durante as manhãs de férias.
Sair da tijuca já é a benção. Sua poesia é dura e pouco amável. Ela está mais para uma prosa realista da vida da classe médica carioca.
Porém, ela consegue ser superada pela pobreza do Estácio. Sempre lembro de Luiz Melodia dizendo para matá-lo de amor por lá. O Estácio é que precisa de muito amor, terra maltratada.
A certeza de um sorriso vem com a chegada da Lapa. Sua magia não é boêmia, é apenas poesia da mais pura liberdade carioca. Passar por aquele engarrafamento não dói, nem se sente.
Passar pelos arcos é o clímax. Não do que se passou, mas a certeza do que está por vir. Os lindos jardins, parques e estátuas da inebriante zona sul.
Quando adormece, a brisa do Flamengo me acorda nesse trecho. Quando passo pelo Hotel Glória, o carro abre-alas da arquitetura do Flamengo retro.
Isso só é superado pelas estátuas da praia de Botafogo que me fazem lembrar de olhar mais a frente e ver o pão de açúcar resplandecendo a enseada.
Parece que meu player combina com Deus os movimentos e sempre toca João Gilberto enquanto subo a São Clemente, me fazendo cantar chega de saudade, ao lembrar daquela enseada estampada nos meus olhos.
Os carros lentos no Humaitá não me incomodam, eles são a certeza da proximidade com o Jardim Botânico, a certeza de que a Lagoa sempre está lá, para nos acompanhar as escondidas.
Só então, ao subir a rua Jardim Botânico, me distraio com os graffitis nos muros e lembro que chego ao novo ápice: o Parque Lage a abençoar todos nós, e infelizmente, os prédios da rede globo a atrapalhar a paisagem.
Chegamos ao destino, sigo para o Horto, com a companhia do jardim ao meu lado, perfumando o caminho e acalmando meu coração.
No ponto final, a tristeza de ver a ladeira que ainda subirei é esquecida, vejo sempre o mesmo beija-flor a me saldar as belas manhãs cariocas.
Bom Dia Rio de Janeiro.
28 de dezembro de 2007
A quem interessar possa....
De quanta hipocrisia se alimenta
De quanta dor se exalta
De quanto amor nos falta.
Acreditei um dia que deixar-me doar para o amor - e falo do amor impessoal, da certeza do sentimento por qualquer um- seria a felicidade mais completa. Mas amar é sempre um via de mão unica.
Não existe complemento no amor, só para aqueles que se completam apenas com o sentir. Eu sinto, e sinto só. Amo tantas pessoas, amo profundamente, com todas minhas forças e não sinto que nenhuma me ame de verdade. Nem que seja para me dizer onde eu erro, para que eu acerte com eles.
Queria encontrar pessoas com quem eu pudesse me sentir livre e em paz. Tenho duas pessoas assim, só não queria que fossem apenas duas. Essas duas pessoas não podem suprir todos os meus desejos. Essas duas pessoas não constituirão família comigo, essas duas pessoas não irão e não podem estar ao meu lado o dia inteiro. E para completar, não sinto que elas me amem como as amo, mas que apenas dependem da minha presença.
Queria q o mundo fosse mais amável, que não se cobrasse tanto dos outros, que esperassemos menos e fizessemos mais pelos outros.
Nem sei se um dia ainda vou encontrar isso e acredito menos ainda que isso venha a existem num relacionamento amoroso. Não sei mais se desejo ter alguém para amar..... Pois não sei se seria amada.... É triste dizer isso, mas não acredito q isso um dia aconteça. Falta bem pouco para que eu desacreditar no amor.....
E no momento que isso ocorrer.... O social terá chegado ao fim. Vou juntar os centavos, arrumar a trocha de roupa e ir embora para a India.... e nunca mais voltar.
Espero apenas q Deus me surpreenda e me faça pensar diferente.... Pois acho triste demais ter ganhado a vida para perder as esperanças no amor.....
3 de novembro de 2007
Redefinindo.

Quantas máscaras usamos
Quantos mundos inventamos
Quantas mentiras contamos
Para sermos quem queremos
Uma grande ironia do destino
Crer que seremos mais do que somos
Quando na verdade, sempre
Seremos mais do que imaginamos
A libertação é surpreendente.
Ser alguém maior
É ser melhor
É ser eu mesma
É ser quem eu quero
Agora sou eu
Sem esforço
Sem mentira
Sem ilusão.
Sou a grande essência
Que se criou em meu coração.
24 de outubro de 2007
10 de outubro de 2007
Mundinho superficial

Não basta ser inteligente
Não basta ser legal
Não basta ser divertida
Não basta ser amiga
Não basta nada no mundo.
Ser gordo é sempre ser visto como menos que os outros.
Mundo hipócrita e preconceituoso.
Não sei mais se quero emagrecer por amor a mim ou só para ser aceita.
Gordo é motivo de riso, de piada..... E nem sou das mais gordas que já vi, mas vejo que só meia duzia de pessoas nesse mundo me tratam como uma igual.
Para todo o resto do mundo, sou feia, gorda, tenho cara de desleixada só pq não sou magrinha.
Então, para minha inteligente ser aceita, para minhas piadas serem mais engraçadas, para minha companhia ser menos vergonhosa, eu devo ser magra e gostosa?
Sem contar que apenas 10% dos homens admitem ter tesão por uma gorda. Cerca de 70% deles só admitem isso na intimidade, mas tem vergonha de mim, e, somente, 20% realmente não veem a menos graça numa gorda.
Resumindo, cerca de 30% dos homens no mundo são sinceros, outros 70% são uns idiotas.
Não sei odiar pessoas, mas juro que por um segundo, quando recebo olhares preconceituosos, consigo odiar.
Enfim..... um desabafo de uma semi-gorda.
4 de outubro de 2007
Meu momento Almodovar...

Ter uma mãe de personalidade forte é viver a fundo as emoções de Almodovar.
A relação com a mãe, com sua proximidade e complexidade, por sí só já gera traumas. Mas ter uma mãe de personalidade forte, uma mãe que não entendeu sua própria mãe, é sempre acumular traumas suficientes para se questionar.....
Amo-a ou odeio-a?
Sim, amor e odio andam juntos. Não sei responder essa pergunta, mas ela faz parte de minha vida e sempre vou pensar nela. Mesmo depois de uma briga, ainda lembro de comprar um livro que ela goste.
Mãe é viver tudo no pouco
Mãe é sonhar com tão pouco
Mãe é crescer aos poucos
Mãe é nunca ser pouco.
Ter mãe é ser a joia de sua vida, sem que ela nunca admita!
10 de setembro de 2007
Surpresas
Quem me dera nunca me surpreender com meus sentimentos
Quem me dera não ter feito o que fiz, pois causei bem a todos e mal a mim.
Será q devo sempre pensar no bem dos outros e não pensar no meu?
Será que isso é ser amiga?
Vai saber.....
29 de agosto de 2007
Homenagem a mim (egocentrismo bem vindo)
Gastei uma hora pensando um verso
que a pena não quer escrever.
No entanto ele está cá dentro
inquieto, vivo.
Ele está cá dentro
e não quer sair.
Mas a poesia deste momento
inunda minha vida inteira.
(C.D.A.)
27 de agosto de 2007
Little Secret.
24 de agosto de 2007
Doce ilusão.
De que o choro
É feito de amores frustrados
A ilusão da felicidade
Do fortuito do coração
Não passa de papel machê
Queria chorar por amores
Seria mais simples
Mais verdadeiro
Choro por feridas eternas
De laços nunca feitos
De famílias nunca construídas
De viagens em vão
Se minhas lágrimas fossem invisíveis,
O choro seria eterno.
21 de agosto de 2007
Ser quem somos.
Evoluir

Talvez, um dia, eu descubra o segredo.
O segredo das pessoas, de seu imo.
O segredo das verdades, de suas entranhas.
Quero entender a minha verdade, minha entranha.
Quero descobrir meus sonhos mais íntimos.
Quero descobrir uma força,
força para lutar, para vencer.
Entanto, a surpresa não tarda
Eles vieram, me acolheram
Deram-me colo, aconchego
Enchugaram minhas lágrimas
E aqui permaneceram
Agora, em sua companhia
Evoluirei!
Serei mais do que sou
Pois nunca, nunca vou perdê-los...
Meus amigos!
14 de agosto de 2007
Mundo dá voltas, camarada!
Mas decepcionou-me tanto em 24h,
que talvez, TALVEZ, eu deva refletir esse querer.
2 de agosto de 2007
29 de julho de 2007
Apenas refletindo
Pela primeira vez não sinto raiva
Pela primeira vez não sofro
Pela primeira vez não choro
Vejo as pessoas ao meu redor
Penso, mas não insisto
No quanto suas palavras mudam
No quanto tentam iludir uns aos outros
Quanta tolice....mas alguns conseguem
E alguns me iludiram
Acreditei ter amigos, acreditei ser amada
Tanta decepção que eu poderia sentir
Mas apenas rio, pois nada mais sofro
Não sou insensível, alcancei bem maior
Sou apenas mais madura.
Se não me amam, paciência.
Quando ele disse: "Nascemos sozinhos e morremos sozinhos",
eu discordei veementemente.
Mas agora o entendo, e ele está certo.
Nascemos para sermos sós.
Sou só, as vezes angustiada,
porém mais calma,
muito mais serena.
Só não entendo uma coisa
Porque as pessoas ainda tentam,
tristemente, iludir as outras?
10 de julho de 2007
Sapiencia Portuguesa
24 de junho de 2007
Lua ua
Se um dia for-te,
Que seja rápido.
Se um dia sumir-te,
Que seja mágico.
Se um dia desaparecer-te,
Que seja um espetáculo.
Posto que tua vida
Foi o espetáculo da minha
Contigo aprendi quase tudo,
Inclusive a te amar.
Amo-te incondicionalmente
Amo-te porque me ama.
Amo-te, pois assim deve ser
Amo-te por existir
Amo-te por te conhecer
Amo-te porque...
Porque simplesmente amo.
Ela me ensinou tanto, sem nunca poder dizer nada, sem nunca se expressar com nada mais do que um par de olhos azuis.
Amo-te meu anjo lindo! Serás o espírito mais lindo criado por Deus no momento em que tudo se realizar. Serás a irmã caçula que sempre terei. Já és minha linda irmã.
22 de junho de 2007
Verdades...

Decepcionar-se é mergulhar num baú asqueroso
Cheio de medos, de pensamentos incompletos
Palavras tolas e impressões equivocadas.
Envergonhar-se é carregar um baú asqueroso
Cheio de equívocos, de atitudes desprezíveis
Olhares de raiva e precipitações.
Arrepender-se é abrir um baú asqueroso
De onde saem todos os bichos que nos devoram
De onde sai toda mágoa que controla as emoções
De onde não conseguimos sair
Uma vida repleta de experiências
Uma vida completa de erros
Uma vida recheada de arrependimentos
Carregando um baú e o enchemos
Entulhamos de maus momentos
E bobos, ainda achamos que ele vai sumir
Tolice é pensar que o pobre coração,
Inocente e sereno coração,
Vai se livrar do que é só nosso:
A impressão de quem somos.
16 de junho de 2007
Brincadeira de criança
Minha mente era livre de preconceitos
Meus olhos sorriam alegremente
Mas o coração era pequeno
E, bobo, desconhecia a tristeza
A experiência traz a tristeza
Só pq desejo cada vez mais
Espero cada vez menos
Enchergo quase nada
e perco o pouco que tenho
Quero voltar a brincar
Quero não desejar tanto
Quero sonhar só com o fim de semana
Quero fazer um novo amiguinho
Não quero mais o cartão do banco
O diploma enferrujado
A monografia interminável
O pai dos filhos que nunca terei
Solitude ou Solidão
Ainda não sei seu nome
Mas sei que me acompanha
e insiste em me amar
já mandei vc embora
Se vá Solidão!
31 de maio de 2007

Longa saudade
Período distante
Tanta coisa, tanto sentimento
As vezes é difícil voltar a escrever.
Difícil admitir para uma telinha as coisas q sinto
Mas o sentimento atual é o melhor que tenho. E o chamo de Sede!
Sede de ler, sede de escrever, sede de estudar, sede de teorizar...
Sede de uma realidade paralela, onde eu manipule equações e gráficos, onde meus livros se compilem em uma pílula e eu a tome.
Pretensioso e idiota. Apesar da sede, gosto mais do caminho do conhecimento pois ele é quase um movimento caótico, que não poderia ser descrito como um movimento browniano, pois algo o dirige, como se as super cordas realmente existissem....
Meu conhecimento é um buraco negro, suga toda e qualquer informação, mas parece que vivo dentro dele, sem sofrer a ação de nenhum campo gravitacional. É como se eu conseguisse começar a empilhar páginas e páginas de rascunhos no meio da gravidade zero.... absurdo!!!!
Mas esse caminho, vai me levar onde quero. Não sei bem onde isso é, mas sei q isso vai me permitir acrescentar nem que seja uma vírgula na história da ciência, mas vou avançar naquilo que nasci para ser.... Se eu não for o que estou trabalhando para ser, não serei mais nada.... Por isso só tenho uma opção..... Ser a melhor que posso ser.
Mas esse esforço só conseguiu me guiar para uma realidade. O estudo! E o vivo com a intensidade devoradora que minha capacidade me permite. O buraco de minhoca existe e ele está se tornando real.
24 de fevereiro de 2007
Santos
Estranho e essencial.
8 de fevereiro de 2007
Mente e corpo..... livres!

Sentimento contraditório, porém irreversível.
Expansivo, mas muito introspectivo.
Resolve e cria problemas.
Mas ainda assim a desejo, querida Liberdade, pois para ti nasci.
6 de fevereiro de 2007
Palavras dele.
O suficiente para mais outra reflexão. Tenho muito o que mudar nesse 2007.
Farei de tudo pra confiar.





