24 de outubro de 2007

Amigos são bons.
Família é maravilhoso.
Homem satisfaz.



Mas nascemos sozinhos e vamos morrer sozinhos......




Cansei de acreditar que um dia terei companhia pra trilhar essa estrada.

Agora trilho sozinha.

Novo objetivo de vida: Viver sem esperar....

10 de outubro de 2007

Mundinho superficial



Não basta ser inteligente
Não basta ser legal
Não basta ser divertida
Não basta ser amiga
Não basta nada no mundo.


Ser gordo é sempre ser visto como menos que os outros.

Mundo hipócrita e preconceituoso.

Não sei mais se quero emagrecer por amor a mim ou só para ser aceita.

Gordo é motivo de riso, de piada..... E nem sou das mais gordas que já vi, mas vejo que só meia duzia de pessoas nesse mundo me tratam como uma igual.

Para todo o resto do mundo, sou feia, gorda, tenho cara de desleixada só pq não sou magrinha.




Então, para minha inteligente ser aceita, para minhas piadas serem mais engraçadas, para minha companhia ser menos vergonhosa, eu devo ser magra e gostosa?

Sem contar que apenas 10% dos homens admitem ter tesão por uma gorda. Cerca de 70% deles só admitem isso na intimidade, mas tem vergonha de mim, e, somente, 20% realmente não veem a menos graça numa gorda.

Resumindo, cerca de 30% dos homens no mundo são sinceros, outros 70% são uns idiotas.

Não sei odiar pessoas, mas juro que por um segundo, quando recebo olhares preconceituosos, consigo odiar.




Enfim..... um desabafo de uma semi-gorda.

4 de outubro de 2007

Meu momento Almodovar...



Ter uma mãe de personalidade forte é viver a fundo as emoções de Almodovar.

A relação com a mãe, com sua proximidade e complexidade, por sí só já gera traumas. Mas ter uma mãe de personalidade forte, uma mãe que não entendeu sua própria mãe, é sempre acumular traumas suficientes para se questionar.....

Amo-a ou odeio-a?

Sim, amor e odio andam juntos. Não sei responder essa pergunta, mas ela faz parte de minha vida e sempre vou pensar nela. Mesmo depois de uma briga, ainda lembro de comprar um livro que ela goste.


Mãe é viver tudo no pouco
Mãe é sonhar com tão pouco
Mãe é crescer aos poucos
Mãe é nunca ser pouco.

Ter mãe é ser a joia de sua vida, sem que ela nunca admita!

10 de setembro de 2007

Surpresas

Quem me dera poder entender o que meu louco coração é capaz de criar.....

Quem me dera nunca me surpreender com meus sentimentos

Quem me dera não ter feito o que fiz, pois causei bem a todos e mal a mim.

Será q devo sempre pensar no bem dos outros e não pensar no meu?

Será que isso é ser amiga?
Vai saber.....

29 de agosto de 2007

Homenagem a mim (egocentrismo bem vindo)

Poesia
Gastei uma hora pensando um verso
que a pena não quer escrever.
No entanto ele está cá dentro
inquieto, vivo.
Ele está cá dentro
e não quer sair.
Mas a poesia deste momento
inunda minha vida inteira.

(C.D.A.)

27 de agosto de 2007

Little Secret.



Ninguém, nunca me conhecerá
a fundo, pois eu, boba,
me escondo do mundo.
Guardo o segredo,
único que tenho,
de que sou,
mais do que
sei ser.

24 de agosto de 2007

Doce ilusão.

Sonhos vãos
De que o choro
É feito de amores frustrados

A ilusão da felicidade
Do fortuito do coração
Não passa de papel machê


Queria chorar por amores
Seria mais simples
Mais verdadeiro

Choro por feridas eternas
De laços nunca feitos
De famílias nunca construídas
De viagens em vão


Se minhas lágrimas fossem invisíveis,
O choro seria eterno.

21 de agosto de 2007

Ser quem somos.



O homem quer ser
peixe e pássaro,
A serpente quer ter asas,
O cachorro é um leão
desorientado,
O engenheiro quer ser poeta,
Mas o gato,
Quer ser só gato.



(Pablo Neruda)

Evoluir






Talvez, um dia, eu descubra o segredo.
O segredo das pessoas, de seu imo.
O segredo das verdades, de suas entranhas.

Quero entender a minha verdade, minha entranha.
Quero descobrir meus sonhos mais íntimos.
Quero descobrir uma força,
força para lutar, para vencer.

Entanto, a surpresa não tarda
Eles vieram, me acolheram
Deram-me colo, aconchego
Enchugaram minhas lágrimas
E aqui permaneceram

Agora, em sua companhia
Evoluirei!
Serei mais do que sou
Pois nunca, nunca vou perdê-los...


Meus amigos!

14 de agosto de 2007

Mundo dá voltas, camarada!

Nunca deixarei de desejar, pelo menos por agora.

Mas decepcionou-me tanto em 24h,


que talvez, TALVEZ, eu deva refletir esse querer.

2 de agosto de 2007

29 de julho de 2007

Apenas refletindo

Pela primeira vez não desejo fugir
Pela primeira vez não sinto raiva
Pela primeira vez não sofro
Pela primeira vez não choro

Vejo as pessoas ao meu redor
Penso, mas não insisto
No quanto suas palavras mudam
No quanto tentam iludir uns aos outros

Quanta tolice....mas alguns conseguem
E alguns me iludiram
Acreditei ter amigos, acreditei ser amada
Tanta decepção que eu poderia sentir
Mas apenas rio, pois nada mais sofro

Não sou insensível, alcancei bem maior
Sou apenas mais madura.
Se não me amam, paciência.

Quando ele disse: "Nascemos sozinhos e morremos sozinhos",
eu discordei veementemente.
Mas agora o entendo, e ele está certo.

Nascemos para sermos sós.
Sou só, as vezes angustiada,
porém mais calma,
muito mais serena.

Só não entendo uma coisa
Porque as pessoas ainda tentam,
tristemente, iludir as outras?

10 de julho de 2007

Sapiencia Portuguesa


"Não há idéia mais consoladora do que esta - que eu, e tu, e aquele monte, e o Sol que, agora, se esconde são moléculas do mesmo Todo, governadas pela mesma Lei, rolando para o mesmo Fim."

Éça de Queiroz.

24 de junho de 2007

Lua ua


Se um dia for-te,

Que seja rápido.


Se um dia sumir-te,

Que seja mágico.


Se um dia desaparecer-te,

Que seja um espetáculo.


Posto que tua vida

Foi o espetáculo da minha


Contigo aprendi quase tudo,

Inclusive a te amar.


Amo-te incondicionalmente

Amo-te porque me ama.

Amo-te, pois assim deve ser

Amo-te por existir

Amo-te por te conhecer

Amo-te porque...


Porque simplesmente amo.




Ela me ensinou tanto, sem nunca poder dizer nada, sem nunca se expressar com nada mais do que um par de olhos azuis.

Amo-te meu anjo lindo! Serás o espírito mais lindo criado por Deus no momento em que tudo se realizar. Serás a irmã caçula que sempre terei. Já és minha linda irmã.

22 de junho de 2007

Verdades...



Decepcionar-se é mergulhar num baú asqueroso

Cheio de medos, de pensamentos incompletos

Palavras tolas e impressões equivocadas.



Envergonhar-se é carregar um baú asqueroso

Cheio de equívocos, de atitudes desprezíveis

Olhares de raiva e precipitações.



Arrepender-se é abrir um baú asqueroso

De onde saem todos os bichos que nos devoram

De onde sai toda mágoa que controla as emoções

De onde não conseguimos sair



Uma vida repleta de experiências

Uma vida completa de erros

Uma vida recheada de arrependimentos

Carregando um baú e o enchemos

Entulhamos de maus momentos

E bobos, ainda achamos que ele vai sumir



Tolice é pensar que o pobre coração,

Inocente e sereno coração,

Vai se livrar do que é só nosso:

A impressão de quem somos.

16 de junho de 2007

Brincadeira de criança

Na infância meus sonhos se realizavam
Minha mente era livre de preconceitos
Meus olhos sorriam alegremente
Mas o coração era pequeno
E, bobo, desconhecia a tristeza


A experiência traz a tristeza
Só pq desejo cada vez mais
Espero cada vez menos
Enchergo quase nada
e perco o pouco que tenho

Quero voltar a brincar
Quero não desejar tanto
Quero sonhar só com o fim de semana
Quero fazer um novo amiguinho

Não quero mais o cartão do banco
O diploma enferrujado
A monografia interminável
O pai dos filhos que nunca terei

Solitude ou Solidão
Ainda não sei seu nome
Mas sei que me acompanha
e insiste em me amar
já mandei vc embora

Se vá Solidão!

31 de maio de 2007






Longa saudade

Período distante

Tanta coisa, tanto sentimento

As vezes é difícil voltar a escrever.


Difícil admitir para uma telinha as coisas q sinto



Mas o sentimento atual é o melhor que tenho. E o chamo de Sede!



Sede de ler, sede de escrever, sede de estudar, sede de teorizar...

Sede de uma realidade paralela, onde eu manipule equações e gráficos, onde meus livros se compilem em uma pílula e eu a tome.

Pretensioso e idiota. Apesar da sede, gosto mais do caminho do conhecimento pois ele é quase um movimento caótico, que não poderia ser descrito como um movimento browniano, pois algo o dirige, como se as super cordas realmente existissem....

Meu conhecimento é um buraco negro, suga toda e qualquer informação, mas parece que vivo dentro dele, sem sofrer a ação de nenhum campo gravitacional. É como se eu conseguisse começar a empilhar páginas e páginas de rascunhos no meio da gravidade zero.... absurdo!!!!

Mas esse caminho, vai me levar onde quero. Não sei bem onde isso é, mas sei q isso vai me permitir acrescentar nem que seja uma vírgula na história da ciência, mas vou avançar naquilo que nasci para ser.... Se eu não for o que estou trabalhando para ser, não serei mais nada.... Por isso só tenho uma opção..... Ser a melhor que posso ser.

Mas esse esforço só conseguiu me guiar para uma realidade. O estudo! E o vivo com a intensidade devoradora que minha capacidade me permite. O buraco de minhoca existe e ele está se tornando real.

24 de fevereiro de 2007

Santos

A tristeza não vem de dentro,
vem da paisagem
vem da coragem
de dizer: vou embora.

Sair daqui é como dizer: partirei meu coração mais uma vez
Não desejo mais deixar essa cidade, entanto...

Tenho outra cidade e outras emoções que me aguardam.
Tristeza de ter o peito dividido, de ter sonhos repartidos
Tristeza de nunca ter todos os amigos comigo
Tristeza da família ser duas e não uma
Tristeza!

Mas certeza!

De que tenho dois portos seguros, enquanto muitos não tem nenhum.
Alguma esperança.

Amor incondicional e fenomenal estar no seio do sangue que me deste.

Amor de família....


Estranho e essencial.

8 de fevereiro de 2007

Mente e corpo..... livres!



Sentimento contraditório, porém irreversível.

Expansivo, mas muito introspectivo.

Resolve e cria problemas.

Mas ainda assim a desejo, querida Liberdade, pois para ti nasci.

6 de fevereiro de 2007

Palavras dele.

"Depois desse tempo ainda vejo que você não confia nas pessoas."




O suficiente para mais outra reflexão. Tenho muito o que mudar nesse 2007.


Farei de tudo pra confiar.

25 de janeiro de 2007

Ainda não sei, mas alguém sabe

Não sei mais sobre encontros e desencontros....


Mas Marcelo Camelo sabe, então hj ele fala por mim.


"eu sou só um você
que você não quis
e querer é coisa tão pequena
que só não sou você por um triz"


e fim.

22 de janeiro de 2007

Não confio mais em vc!




É, tu não soubeste me mostrar
A beleza que poderia eu encontrar
Traiste nosso acordo de confiança
Tirando-me toda a esperança


Fiquei eu cá, boba e inocente
Ainda acreditando nesta semente
Que, com poucas forças, pude plantar
Ainda assim, tu não provaste me amar.


Agora, Solidão, deixo-a só
Sigo com quem me deu a mão
Não aceito seu perdão
Porque tudo entre nós virou pó.


Serei feliz? Talvez, não saberia dizer
Serei amada? Talvez, um pouco cedo saber
Serei correspondida? Talvez, o tempo irá dizer
Serei sincera? Ele somente poderá saber.



Posso não ter quem quero, mas me comprometo em nunca mais voltar para ti, Solidão. Foste a companheira que tive e que sempre foi fiel, mas porém sórdida, torturante. Nunca me tratou com carinho, buscarei quem assim me tratará.

11 de janeiro de 2007

Try a little tenderness

Uma longa conversa pode mudar conceitos.

Mas uma conversa antes de dormir, de palavras arrastadas, de bocejos intercalados, me causou muito mais impacto.

Ouvi o que nunca gostaria de ouvir. Mas que precisava. "Vc é muito dura", ela disse. "Pq fica bancando a durona quando vc é uma bundona?", completou.


Aquilo foi uma porrada. Não pela frase, mas pelo fato de ela estar certa. Sou dura demais com as pessoas, quando no fundo, sou tão boba, tão carinhosa, tão amiga.... Ainda me pergunto pq trato as pessoas assim? Será que só terei por perto quem me enchergar como eu sou?

Será? será?.....


A se pensar.....

22 de dezembro de 2006

Decepção

Tristeza é pensar que o sucesso não depende só de mim...


Já tenho uma novas decisão para Janeiro. Continuar dando aula valhe a pena?


Será que sou tão boa que faço dois alunos, que tanto amo, repetirem?


Não sou boa no que faço. Essa é a maior decepcção. Decepcionada com o meu fracasso. Meu amor e minha dedicação foi incapaz de torna-los melhores....Prova de que não fiz o melhor.....

Não sei mais se quero continuar dando aula.... Não sei mais...... Não sei nada mais.....

13 de dezembro de 2006

O mais-que-perfeito



Ah, quem me dera ir-me
Contigo agora
Para um horizonte firme
(Comum, embora...)
Ah, quem me dera ir-me!

Ah, quem me dera amar-te
Sem mais ciúmes
De alguém em algum lugar
Que não presumes...
Ah, quem me dera amar-te!

Ah, quem me dera ver-te
Sempre ao meu lado
Sem precisar dizer-te
Jamais: cuidado...
Ah, quem me dera ver-te!

Ah, quem me dera ter-te
Como um lugar
Plantado num chão verde
Para eu morar-te
Morar-te até morrer-te...


(Vinícius de Moraes)

11 de dezembro de 2006

Dicionário do coração

Decepção: Palavra que designa precipitação das espectativas.


Assim as decepções se constroem...


Colocarei a minha ansiedade de castigo.

6 de dezembro de 2006

Wonder land.....



Perdida nas maravilhas
Encontrei tristezas e alegrias,
A beleza do mundo
E todas as escondidas magias

Conheci estranhos seres
Suas vidas e seus erros
Mas ainda que não entendesse
Busquei alguns segredos

Renasci nas sensações
Redescobri a grande razão
De compreender os jargões
E navegar na ilusão.

(Maíra)



Uma faculdade de física, um livro na cabeceira e um coração em pandarecos conseguem produzir poesia psicodélica... vai entender....

1 de dezembro de 2006

Inesperado

Sabe quando a felicidade bate a porta?

Ela bateu, disse "Boa Noite, Senhorita", sentou no sofá, conversou comigo por horas e no fim perguntou: "Quer minha companhia? Não pretendo mais sair de sua vida. O que acha?"

Aceitei e não me arrependi.

Ela ainda trouxe presentes.... Um presente de 1,80m, moreno, forte e sensual..... Hahahahaha

Brincadeirinha.... Ou não.... Quem sabe.....

4 de novembro de 2006

Ainda sem título

"Nenhuma dor foi capaz
De apagar os sonhos de infância,
De quebrar a força da esperança,
De tornar-me mais infeliz.

Sou uma força arisca,
Um suspiro desconcertado,
Um atalho quase raro,
Que a infelicidade não previu.

Cai, chorei, quase desisti.
Já caminhava para o fim.
A surpreza foi que nada surgiu em mim.
Só o sorriso! Um sorriso de vitória,
Vitória de um amor descoberto,
O amor por mim.

Agora sou pedra, sou suspiro
Não sofro, não morro, apenas respiro.
No pior da dor, em tudo me transformo.
Pois é no descanso, que eu me renovo"




Depois de muito tempo, a poesia resurgiu.... A felicidade foi descabida... Quase um êxtase de ideiais....

17 de outubro de 2006

Decepção

Nunca diria que a vida decepciona, vida é presente de Deus e ele não é decepcionante. Mas algumas coisas que se passam em minha vida são decepcionantes.

As pessoas, de inicio, pensarão que falarei de homens. Eles não são decepcionantes, são apenas previsíveis, sempre é possível saber o que eles pensam, basta ser atenta.

Mas eles não são o assunto. Diria que decepcionante é a família, são os amigos, são os projetos. Só acho que amigos decepcionam pq no fundo, achamos que eles leêm nossa mente, as vezes não nos damos ao trabalho de falar as coisas.

Mas a família.... quanto decepciona. Ao ponto de me fazer sentir sozinha. Mesmo aqui ou em qualquer outra casa de alguém da família, nunca me sinto confortável. Sou sempre a estranha, a que não entende as piadas, a que não gosta dos presentes (talvez pq eles nem se dão ao trabalho de perceber o que gosto).....

Decepciona perceber que estou sempre sozinha.... Decepciona viver perto de algumas pessoas.

15 de setembro de 2006

Retornos

Algumas lembranças são crueis. Durante a adolescência lembro de traduzir uma musica (musiquinha idiota, antecipo logo) chamada my all e na musica tinha um termo que me marcou....

Dizia "you are emblazoned at my mind". Emblezoned, resumidamente, significa ficar estampado, como se fosse uma ideia fixa. Essa palavra me marcou pq ela reune a sensação e a ação de um pensamento obcessivo que não dá descanso e permanece pairando na mente e implorando para ser visto sempre.

A tristeza, quando tem uma causa, é assim. Stay emblazoned at my mind. It's a little sad think i'm obcessive with some sadness, that sometimes seem to be bigger than me.... Any way, in portuquese is better...

A tristeza vai e volta. Luto contra ela, todos os dias.... As vezes ela tenta dominar. Mas reuno forças e a espanto. Mas atualmente encontro-me em um paradoxo desconcertante. Estou triste, de verdade, de chegar a chorar quando sozinha, mas ao mesmo tempo, estou mais forte que nunca, estou mais certa da felicidade do que nunca estive.

Cheguei a me perguntar se a tristeza fortalece. Essa é a unica explicação para o que passo. Entretanto, algumas mudanças senti e as permeti permanecer. Vejo-me cada vez mais distante das pessoas, no fundo, tenho realmente preguiça das pessoas, as vezes são tão cansativas. Mas quanto mais me distancio, mais sinto falta delas. Isso ajuda a aumentar a tristeza.

Sinto que a cada instante o amor da minha vida se distancia. Sei que ter um amor pra toda vida não é essencial para felicidade, mas um companheiro seria bem vindo, sinto cada vez mais falta de um porto seguro na vida. Mas não consigo enchergar um porto em ninguém. Não que não possam ser, mas talvez pq todo mundo entra em um relacionamento com tanta cautela que acaba nunca baixando a guarda e nunca permitindo nos conhecermos por inteiro..... Isso tb me cansa, e, certamente, aumenta minha tristeza.


Nem sei mais o motivo da tristeza, a depressão que tive insiste em voltar, mas o que mais me encomoda é eu não conseguir mudar isso. Um dia chego lá.....

12 de setembro de 2006

Novos Rumos




A mente segue rumos desconhecidos.

Segue para desertos, para tempestades, para lugares ermos....

Tão ermos que me amedronto. Mas sigo.

Sigo pq prefiro o desconhecido do que voltar para onde estava....

Prefiro novos desafios do que as dores do passado....



Enfim, sigo.....

24 de agosto de 2006

Acordar.....


Em algum momento tenho que acordar do sonho..... Mas nem sempre gosto da realidade que aqui vive.... Quero voltar para o fim do arco-íris....

Lá tudo tem cor
lá tudo sorri
lá sou feliz
lá tem alguém que me diz:
Eu te quis! E sempre hei de querer......

Mas aqui, quem me quer é a solidão....
Ela se algemou na minha alma....
Quero voltar a minha Pasárgada....


Sonhando enfim.... Voltarei a dormir.... Enquanto isso, tento dar Adeus a solidão.....




Adeus!

2 de agosto de 2006

Não chore, Homem

"Você me dá muito pouco,
eu vou embora
o que você me deu vou jogar fora
O que presta pra mim é afeição

Eu vou tentar ser bem mais competente
na escolha da próxima paixão,
meu bem
próxima paixão,
meu bem,
proxima paixão
meu bem,
próxima, próxima, próxima...

Eu quero alguém bem melhor e mais bonito
Alguém que nem você eu não preciso
o resultado disso é solidão

Eu vou tentar ser bem mais competente
na escolha da próxima paixão,
meu bem,
próxima paixão,
meu bem,
próxima paixão,
meu bem,
próxima, próxima, próxima...

Não chore homem, não chore homem
Não chore homem, não chore homem

Mas, as coisas não são assim
não é vovó,
São coisas que a gente não escolhe nunca
as coisas do coração, não é vovó
elas são como são a gente muda

Amanhã não quero confundir, atração sexual
com ilusões de amor puro
com ilusões de amor puro
Amanhã não quero confundir, atração sexual
com ilusões de amor puro
com ilusões de amor...

Não chore homem, não chore homem
Não chore homem, não chore homem

Não chore homem..."

(Vanessa da Mata)


Dá uma vontade de dizer isso as vezes... Adorei essa música assim que ouvi! E tantas vezes ela tocou no meu player mas nunca tinha ouvido de fato... pra tudo: várias primeiras vezes...

31 de julho de 2006

27 de julho de 2006

4° motivo da rosa



Não te aflijas com a pétala que voa:
também é ser, deixar de ser assim.

Rosas verá, só de cinzas franzida,
mortas, intactas pelo teu jardim.

Eu deixo aroma até nos meus espinhos
ao longe, o vento vai falando de mim.

E por perder-me é que vão me lembrando,
por desfolhar-me é que não tenho fim.

(Cecília Meireles)

20 de julho de 2006

Late Ilusão

"Em noite de lua cheia
geme ao meu lado o meu cão
acabado de chegar
late ilusões ao meu ouvido
e meu sentido
diz que ele veio pra ficar.

Mas a vida passa e vira
páginas da folhinha
o que era cheia e domingo
foi minguando em segundas e terças
e meu homem, minha besta
voltou novo e repetido
como se fosse ficar até sexta
três dias de ele chegando de madrugada.

Três dias de ele nadando na minha água
Conversas de homem e mulher
beijo na boca
tirar a roupa
novos latidos de ilusão no meu ouvido.

Meu homem partiu na derradeira manhã
todo agradecido
dos momentos de amor que uivou comigo
eu fiquei lua sozinha no céu com aquela saudade amarela
e ele na terra cantando latindo partindo
uivando pra ela. "


(Elisa Lucinda)

Quantos cães ainda latem pela vida feminina..... Mas todos cães..... Nunca mais que isso.

17 de julho de 2006

"Dois amantes felizes não têm fim nem morte,nascem e morrem tanta vez enquanto vivem,são eternos como é a natureza".




(Pablo Neruda)

13 de julho de 2006

"vão é tudo
que não for prazer
repartido prazer
entre parceiros


vãs


todas as coisas que vão"


Leminski




Faz lembrar que só o q fica me valeu a pena

8 de julho de 2006



A noite hipnotizou os viajantes do amor! Amor a vida, amor a Deus, amor aos amigos que compraram o terreninho no coração da narradora....



Prometi libertação e me surpreendi com o resultado, meu peito se libertou do passado, das lágrimas, mas maselas! Apaixonei-me por mim! Quer saber o melhor?! Todo mundo resolveu aderir a minha paixão....



Muitos sábados na memória!

20 de junho de 2006

O coração quando se pronuncia diz: "Liberta-te"


Boa menina, obedeço......




Libertem-se

17 de junho de 2006

"Quando sonhar junto é ilusão, sonhar sozinho se torna decepção"

E como a a minha imaginação é decepcionante...

15 de junho de 2006

Fruto da Insônia




Estava eu a pensar nesse universo felino que permanece a me encantar. Percebi então que o encantamento tem razão de ser. Razão fundamentada num comportamento sutil que permaneço perpetuando; quer seja inconscientemente, quer conscientemente.

Ainda que tratem os felinos como traiçoeiros (e assim o fazem), eles não chegam a assumir o adjetivo. Sua natureza é da sutileza da natureza do homem, posto que eles saem da previsibilidade, como não acontece com os caninos.

Sua característica mais peculiar está no fato de ter essa “personalidade” que costumam citar e que, conseqüentemente, acaba por afastar os mais medrosos, ou posso chamá-los (porque não?) de preguiçosos. No âmago, esperam um comportamento que se assemelhe ao canino.

O interessante é que o maior atrativo nesse universo é de fato a imprevisibilidade da relação com um felino, mas falo por mim nesse momento. O que me atrai é a possibilidade de surpresas, que, em sua maioria, são prazerosas.

Percebi então uma característica do homem, um tanto quanto decepcionante, por assim dizer, pois este espera um modelo rígido, estático e imutável de tudo que o rodeia. Assim o somos com os animais e, pior ainda, o somos com os outros.

Talvez este seja o tendão de Aquiles das relações humanas. Se não encaixarmos o outro em um modelo, não sofreríamos dizendo coisas como: “eu não esperava isso de vc”. O receio que se têm do universo felino então desmascara a fraqueza do homem.

Ainda assim acredito que a maior fraqueza não esteja em fazer previsões e criar conceitos, mas esteja no desejo constante de mudança interna enquanto não aceitamos a mudança interna do outro. Volto a hipocrisia, não?

Enfim, cada vez mais fico com os felinos. Ainda que eu profetize sobre os que me rodeiam, prefiro aceitar as surpresas. Prefiro ser arisca quando me convém, prefiro ser surpreendida com uma patada, com uma lambida, com um bote.

Entro no feriado com o desejo de surpresas. Surpresas dos felinos e, principalmente, das pessoas.

11 de junho de 2006

Minha máscara caiu.

Queria sumir e me esconder, mas no fundo o desejo de esconderijo é mais para ser encontrada e não para fugir. Pq existe o desejo do encontro?

Que incoerência minha máscara guarda? Logo eu que não gosto de máscara, mas que acabo usando-a tanto quanto odeio ver as pessoas usarem...

Quanta hipocrisia meu peito conserva, enquanto, ainda hipócrita, critico a hipocrisia alheia.

Quando disseram “olhe para o seu rabo” estavam certos, e estou eu cá comparando o meu rabinho ao rabinho dos outros.

Mas ainda assim perdi o foco, como sempre.

Sumir não é querer aparecer, sumir é mostrar que desisti. Não desisti das pessoas, desisti da dificuldade que até eu tenho de conviver comigo.

Cansei da mulher enfadonha que eu acordo pela manha e deixo tomar forma.

Cansei dessa hipócrita que veio junto com a máscara que comprei na feira das vaidades.

Ainda assim pq fugir do mundo se é ele que quero encontrar?

Onde está a coerência das idéias?

O desejo mascara (olha a máscara de novo) que a esperança de ser encontrada não morreu.

Mas o desejo não é de amor, homem não me apetece agora.

O desejo é de “não estás só”.

Enfim, o desejo ainda mora aqui.

31 de maio de 2006

Memória


Amar o perdido
deixa confundido
este coração.


Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.


As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão.


Mas as coisas findas,
muito mais que lindas,
essas ficarão.

(Drummond de Andrade)


E você ficou e há de ficar, porque toda história há de terminar.

23 de maio de 2006

Que me quereis, perpétuas saudades?
Com que esperança ainda me enganais?
Que o tempo que se vai não torna mais
E, se torna, não tornam as idades.

Razão é já, ó anos, que vos vades,
Porque estes tão ligeiros que passais,
Nem todos pera um gosto são iguais,
Nem sempre são conformes as vontades.

Aquilo a que já quis é tão mudado
Que quase é outra cousa; porque os dias
Têm o primeiro gosto já danado.

Esperanças de novas alegrias
Não mas deixa a Fortuna e o Tempo errado,
Que do contentamento são espias.



Na companhia das Saudades de Camões, só não consigo sentir saudades da saudades, porque do resto, meu peito sente. Não chora, mas sente. Não revive em memórias, pois quer estar atento ao presente, de mãos dadas com a esperança de a saudade um dia acabar.

15 de maio de 2006




"Nas nossas ruas, ao anoitecer,
Há tal soturnidade, há tal melancolia,
Que as sombras, o bulício, o Tejo, a maresia
Despertam-me um desejo absurdo de sofrer"
(Cesário Verde)





Moro no Rio de Janeiro, cidade das praias, do sol, do calor e dos bandidos megalomaníacos. Minha janela me dá uma vista linda... Vejo o Cristo abençoando minha manhã, vejo a ponte Rio-Niterói, vejo o castelo da FioCruz, mas também vejo o morro da Mangueira, morro do Borel e alguns outros que nunca lembro quem é quem.


Esse universo, depois de alguns anos, se confunde com a impressão de normalidade, por isso o universo do crime ganhou as ruas e infelizmente nos acostumamos com a loucura do bang-bang carioca. Mas tudo passou dos limites quando na minha pacata Santos houve a megalomania dos presos e seus colaboradores, fazendo minha família entrar em pânico. Quem diria que a linda Santos viveria isso? Foi então que percebi que meu universo é conturbado, que meus dias as vezes são cinzas, que meus olhos não mais confundem tiros no ceu escuro com estrelas cadentes.


Não sei se a Utopia de dias melhores merece destaque. Talvez o fato de eu pensá-la como utópica já denuncia meus pensamentos. Ainda que tudo sempre pode piorar e agravar nosso desanimo, talvez tudo também possa melhorar e por isso acredito na utopia de um Brasil melhor. Não precisamos de mais dinheiro, basta uma coisinha: virtude. Virtudes desde o Presidente ao aviãozinho do tráfico. São as virtudes da lei de Deus que nos salvam, mas quem conseguirá trazê-las e implantá-las nesse mundo? Só o tempo vai responder.


Enquanto isso faço meu dever de casa e passo a desenvolver as minhas, dar o exemplo será que já não é ajudar? Vou descobrir.... Descobrirei na companhia de Mário Quintana....



Das Utopias

Se as coisas são inatingíveis... ora!

não é motivo para não querê-las.

Que tristes os caminhos, se não fora

a mágica presença das estrelas!

8 de maio de 2006

Dando vazão ao pensamento


Agora acredito de fato que existam duas realidades em mim: a personalidade e a individualidade. A personalidade é essa que vive, que interage, que constrói (e muitas vezes destrói) e que se amplia. Enquanto que a individualidade é aquele âmago, aquele inconsciente mais que consciente que dita as mensagens mais sublimes, que é sempre ponderada, que sabe retirar o melhor de cada situação.

Essa conclusão pode parecer pueril e ínfima, mas ela preenche um questionamento que me acompanha de longa data. A muito eu pensava que habitava em mim um vazio. Vazio este que era quase que único companheiro. Ele se ampliava nos momentos mais contraditório, ele tomava forma e cores que eu não conseguia acreditar. Não acreditava mais ainda que tudo aquilo fazia parte de mim. Depois de eu quase sucumbir àquela imensidão de poder, comecei a refletir sobre sua existência. Por que havia um vazio tão grande no meu peito? Por que o desejo de morte batia a porta? Por que a insegurança corroia minhas vísceras? Nem eu mais me dava conta; e a resposta conseguiu ser mais impactante que as pergunta que a geraram.

Eu mentia para mim. Mentia consistentemente, mentia diariamente, mentia sobre tudo e qualquer mínimo detalhe que passava diante de meus olhos. Eu recriava a realidade, que de tão irreal deixava de ser realidade e se tornava fantasia. Comecei a viver num conto de fadas onde não havia Cinderela, branca de neve, príncipes ou anões, existiam apenas fadas, bruxas, feitiços, sapatinhos vermelhos que me levariam para o caminho de casa.

Aos poucos (graças a Deus foi aos poucos) consegui perceber que eu vestia uma mascara que escondia quem eu era. Eu mentia para mim porque não acreditava que eu era tão boa quanto imaginava ser. Eu queria o grande título de rainha do qualquer coisa, quando não via meus títulos de princesa nas coisas relevantes. Eu escondia o que havia de melhor achando que o melhor era aquilo que eu não tinha. A mentira era tão grande que as pessoas percebiam isso com muita facilidade, enquanto a fada dos sonhos que vos narra a história não conseguia ver nem com a ajuda de muitos espelhos.

Mas a esperança nunca se perde. Foi aquela individualidade, guardadinha lá dentro, mas não menos importante, que criou o vazio. Ela criou o vazio para que esse crescesse e engolisse a personalidade hipócrita que crescia. Ela esperou com muita paciência e serenidade para que tudo acontecesse como planejado. E assim aconteceu. A personalidade sucumbiu na sua podridão de mentiras, de fantasias e de hipocrisias.

Agora reina o vazio. Não vazio de consciência, mas de sentimentos. A individualidade começa a construir um novo por vir. Mas este virá com mais confiança, porém com mais humildade; com mais perseverança, porém com mais serenidade; e, acima de tudo, com mais amor. Amor ao que me cerca, ao que me uno para ser alguém melhor, ao que me uno para evoluir.

Se ela vai ter sucesso? Não posso garantir, mas é certo que, se o sucesso não vier, ela começa tudo de novo. O ciclo da vida interna não se encerra, só se expande.