29 de agosto de 2010
Realizações
Um dia, no passado, houve descanso
Mas não o reconheço mais
Ainda assim, não há tristeza
Nem ressentimentos
No momento o prazer é outro
O ócio é usado apenas para descanso
Sempre haverá trabalho
Mas não incomoda
Descobri o prazer
Do trabalho arduo
De acordar as 5h da manhã
De ser alguém de quem me orgulho
8 de agosto de 2010
Entristecedor
Quando elimino da minha lista telefônica não entende o pq.
Mais um corte, e sem dor nenhuma.
1 de agosto de 2010
Quando a sorte se despede
Ironia dessa Alma
Perder-se com constância
Foi acreditando na sorte
Que desencontrou dessa dança
Dança de dois corações
Dança da ilusão
Dança dos suspiros
Avalanche!
Salão vazio
Música melancólica ao fundo
Pôs-se fim ao bailão
Agora só há espaço para indecisão
26 de julho de 2010
Confusão sem fim...
Danço eu, dança você
Na dança da solidão
Viu!
Desilusão, desilusão
Danço eu, dança você
Na dança da solidão...
14 de julho de 2010
Longo Silêncio
Não são as palavras que faltaram, mas uma falha maior.
Faltaram os sentimentos.
Não que eu não os possua. Ah, possuo esses com todo ardor de uma apaixonada pela paixão.
Mas não vejo sentido neles.
Quero amar quem me ama, envelhecer se tornou um aprendizado egoísta. E não me arrependo.
Existe prazer no egoísmo, pois me dá a certeza que estou sendo bem cuidada.
Até lá, deixo o coração bobo brincar com o menino que mora ao lado, mas ele não me merece...
Assim como todos os tolos meninos que passaram por esse jardim secreto....
18 de abril de 2010
sem meias palavras
cabeça - por quem?
coração - por aquele cara ali.
cabeça - sério? logo ele?
coração - ué, qual o problema? ele é carinhoso, gentil, tem um sorriso lindo.
cabeça - eu sei que vc acha isso, vc me fez decorar todos os tons de voz, todas as marcas de expressão quando ele ri
coração - afinal, qual o problema de eu gostar dele?
cabeça - ele nao gostar de vc
coração - poxa, mas isso já sabemos, mas ainda assim sabemos que é contornável, podemos programar um charme, o que acha?
cabeça - lá vem vc achando que sorrisos compram suspiros.
coração - ora, ele sorri quando o faço sorrir, o coração dele samba comigo quando ele chega pertinho.
cabeça - que bom q vc encontra seu par, pq o meu está bem longe de mim
coração - hahaha, o cara não tem cabeça?
cabeça - tem, mas ela nunca está ao alcançe de nós, ele nunca nos daria valor, e isso é nao ter cabeça.
coração - ...
cabeça - trate de voltar para sua terapia
coração - droga ):
8 de abril de 2010
juvenil surpresa
Tenho me perguntado:
'Pq deixei um menino brincar
logo com o meu coração?'
Joia rara, de fino trato
lapidação magna
500 quilates reais
valor inestimável
Agora eu fico suspirando
Boba, 24, 48, 72 horas se passam
Meu pensamento em sua foto
Minhas narinas com seu aroma
Lembro do aroma doce do seu halito
Ora, veja isso!
Eu cá pensando na doçura
de um lindo menino
E ele rindo vantagens
Imaginando ter se divertido
Preciso mesmo lembrar-me
Sou experiente na vida
Mas sempre serei aquela
Doce menina que veleja
Nos sonhos do amor
28 de março de 2010
Champagne e agua termal....

18 de março de 2010
Resoluções de idade nova
Por vezes pensei que esse dia nunca chegaria, mas com ele veio esse desejo. Desejo de acompanhar uma vida, de acolher um ser humano, de contribuir para um mundo melhor dando tudo de bom que tenho no coração. Muito estranho sentir isso, é como se um despertador tocasse no meu utero me dizendo que esse é o momento.
O mais estranho de tudo, foi passar o dia pensando nisso tudo, me atualizando das novidades que nem eu sei de onde surgiram e, quando vou para o banho, estou mestruada. A muito tempo não mestruo naturalmente, sem pilulas. E aí me veio a mente todo o medo que sempre tive, dessa tal dificuldade de ter filhos que minha mãe teve e já me alertarem de eu ter o mesmo problema. Hoje nada disso me importou.
Chorei, sozinha no banheiro, de felicidade. Por saber que meu corpo é capaz de ovular, de saber que ainda existe essa chance de ter filhos e que eu, mulher que me tornei, desejo sinceramente um dia poder viver isso.
Ufa! Não imaginei que um dia diria, mas é verdade, desejo ter filhos um dia.
Mas sem atropelos. Acredito que algo está mudando, esse algo, sou eu.
Nada melhor para ouvir com isso do que Zion, de Lauryn Hill.
To Zion - Lauryn Hill by Morena Ribeiro
4 de março de 2010
Amor a primeira vista
Por esses e outros motivos, faço questão de ir ao cinema sozinha, de dormir sozinha depois de sair com um cara, de ler um livro em silêncio. O tempo vira seu amigo nesses momentos, ele passa devagarinho no seu peito enquanto os ponteiros no seu pulso viajam a velocidade da luz.
Ficamos mais amigos de si mesmos, mais ansiosos pelo sabor da liberdade, levamo-nos menos a sério.
Por essa e por outras que aprendi a amar quem sou, quem me tornei, quem sou capaz de ser. Passei a exigir menos de quem eu poderia ser e passei a valorizar mais tudo que esse alguém que sou é capaz de fazer.
E quem diria, sou capaz de muito mais do que imaginava... E ainda com um sorriso no rosto.
Felicidade! É a palavra de alguns meses no calendário e de alguns séculos no meu peito... Parece que nunca me senti triste na vida.
Para ler ouvindo Anna Rose
A Mirror Sitting - Anna Rose Nu by outrocarlosgomes
1 de dezembro de 2009
FIM
Todo amor, ainda que pequeno
Ainda que provinciano, inconseqüente
Deixa um rastro de certezas
Estou certa que aprendi tudo que precisava
Mas ele se encerrou, aqui dentro do peito
Pena não conseguir verbalizar
A única tristeza que fica é não poder
Poder dividir, poder agradecer
Gostaria de dizer "vc foi tudo"
Mas tudo por tempo determinado
Peço-me: aprenda!
A ser honesta com os outros
Assim como aprender a fazer consigo
Mas independente do dilema,
Felicidade é a palavra do momento
Acabei sem me destruir.
Primeira vitoria da maturidade!
17 de outubro de 2009
Efeito Imediato
7 de outubro de 2009
1 de outubro de 2009
Ilusionismo
Mais um dia
28 de setembro de 2009
Just Breathe...
As we sit alone, I know someday we must go, uh-huh
Oh I'm a lucky man, to count on both hands the ones I love
Some folks just have one, yeah, others, they've got none
Stay with me...
Let's just breathe...
Practiced all my sins, never gonna let me win, uh-huh
Under everything, just another human being, uh-huh
I don't wanna hurt, there's so much in this world to make me believe
Stay with me
You're all I see...
Did I say that I need you?
Did I say that I want you?
Oh, if I didn't I'm a fool you see
No one knows this more than me
As I come clean...
I wonder everyday, as I look upon your face, uh-huh
Everything you gave
And nothing you would save, oh no
Nothing you would take
Everything you gave...
Did I say that I need you?
Oh, did I say that I want you?
Oh, if I didn't I'm a fool you see
No one knows this more than me
And I come clean, ah...
Nothing you would take
Everything you gave
Hold me til I die
Meet you on the other side...
(Eddie Vedder continua o mesmo visceral de sempre!)
25 de setembro de 2009
Insano desejo
20 de setembro de 2009
Fascinante natureza
11 de agosto de 2009
Eu queria ser uma otimista. Otimistas veêm o mundo com bons olhos, tiram o melhor das pessoas e atraem as boas pessoas.
Eu virei um repelente. Sou um ser triste, olhos mareados, cansados. Só atraio pessoas que me criticam, que me julgam. Pessoas que eu amo ficam longe, tudo fica triste ao meu redor.
E quanto mais tristeza, menos gente. Mais deserto, mais nuvens sobre mim....
O dia em que minha vida tiver um fim, eu não sofrerei mais.
E as vezes anseio o fim. Mais do que se imagina.
26 de junho de 2009
22 de junho de 2009
13 de maio de 2009
Insano

26 de março de 2009
25 de março de 2009
Dias estranhos
18 de março de 2009
Colores

10 de fevereiro de 2009
O infinito feminino

31 de janeiro de 2009
Infundadas pérolas
Para ler ouvindo : Eu não sei dançar - Marina Lima10 de janeiro de 2009
2008.2, o retorno!
Djavan ao fundo
Sorrisos ao meu redor
Pouca luz, aroma de férias
Um reveillon diferente, definitivamente
Não houve resoluções do ano
Não houve pensamento positivo
Não houve metas criadas
Não houve páginas viradas
Primeiro ano num rumo diferente
Ano em que o rumo não mudou
Primeiro ano com pensamento diferente
Ano em que o pensamento se achou
Encontrei pela primeira vez a paz
A sensação de um ano bem vivido
Ano em que não mudei rumos
E estes naturalmente se modificaram
Agora entendo que curso de vida não precisa de mudanças bruscas, tudo muda da maneira que deve mudar, sutilmente, sem dores. Muita coisa se passou, muita agua desagou no mar se fim, muita agua demorará muito para passar debaixo dessa ponte de novo, mas nada foi dolorido. Nada foi sofrido.
Primeira vez - sim, foi a primeira genuinamente - que não senti o desejo insano de me mudar, de me arrepender, de fugir de tudo que fiz. Primeira vez que tenho orgulho de mim, de meus atos, de meus amores, de minhas palavras ou até mesmo do meu silêncio oportuno.
Felicidade de olhar para um ano inteiro e pensar que ele é a continuação do anterior e não uma nova vida. Enfim, aprendi que a vida é só uma. Não posso viver querendo recomeçar sempre, pois a memória das derrotas nunca me abandonará. Aprendi a levar a frente tudo que tenho e continuarei vivendo com essas memórias, com as certezas de que sou melhor que ontem.
To longe da perfeição, não sou compreendida por ninguém. Quando resolvo abrir a boca e contar quem eu realmente sou e tudo que já fiz, sempre vejo um olhar de reprovação. Por isso, agora guardo para mim, aprendi a sorrir sempre e mostrar cada vez menos.
Se eu posso dizer que existe um foco para 2009 é a decisão de colocar os outros como centro das conversas e não eu. Não entenderiam quem eu sou e nem me importo mais. Só importa chegar em casa com uma boa lembrança dos encontros, e isso me basta.
Sendo assim, feliz 2008.2 para mim!
26 de dezembro de 2008
Celebrando lembranças
10 de novembro de 2008
Preguiça

19 de outubro de 2008
Fantasma
7 de outubro de 2008
Realidade

27 de agosto de 2008
Identidade
16 de agosto de 2008
Tudo que eu posso te dar é solidão com vista pro mar....

O chão do meu quarto
É feito de lágrima.
A parede do meu quarto
É feita de grito.
O teto do meu quarto
É feito de pensamento.
A porta do meu quarto
É feita de solidão.
Meu quarto é um fator endógeno:
Um grande exílio sem anistia,
É enfim a nata visionária
De uma princesa que velejou
Nas cinzas do carnaval.
Meu quarto
É um coração impuro,
Na verdade morto
Pelo tempo sujo
Cujo silêncio é festa .
12 de agosto de 2008
Momentos
O momento é exatamente esse. Tenho milhões de coisas a fazer mas não consigo cumpri-las pq só penso em uma coisa: meu avô.
Neste exato momento, ele está numa cama de hospital, com a "promessa" de que não viverá mais do que algumas horas. Pois é, duro assim.
Pq a promissidade da morte de um avô, doente a algum tempo, e bem mais velho do que se espera pode afetar alguém? Pq a morte é algo tão estranho?
Acho que pra cada pessoa pode haver motivos diferentes.... Para cada um existem possibilidades infinitas. Mas para mim a razão é alarmante.
É a primeira proximidade da morte que me afeta efetivamente. Vi meu outro avô morrer aos meus 16 anos, vim minha madrinha morrer nos meus 14 anos. Mas é a primeira vez q analizo friamente tudo q rodeia meu avô, todas as questões emocionais e financeiras.
Descobri algo triste sobre mim. Sua morte se aproximando me faz pensar q não fui a neta q eu gostaria de ter sido. Isso me faz pensar que eu, boba q sou, sempre sou muito dura, me afasto muito, falo pouco de meus sentimentos... E agora, com meu avô doente, em outra cidade, me faz pensar que ele vai morrer e eu não vou ter dito milhões de coisas que queria ter dito.
Não vou poder falar e mostrar coisas pq fui incapaz de busca-lo quando ainda era possível e travar a relação que eu gostaria de ter tido.
Agora, fico eu cá, com um peito apertado, olhos mareados, ofegante e pensando que não sei tratar como gostaria as pessoas que amo... Algo precisa ser modificado a tempo, antes de eu me arrepender de muitas relações.
Isso não foi um post em um blog... Isso foi um vômito emocional... Um choro virtual, q desde já não queria ter feito. Mas esse espaço me permite dizer tudo q quero. E assim vai ser....
E pensamento nele.... Só queria ter conseguido dizer o quando gosto dele... só isso...

É essa a imagem q vai ficar... Ou aquela foto em q vc me levantou no colo, num carnaval, eu fantasiada e vc rindo de mim... Não quero lembrar do q vi naquela cama....
11 de agosto de 2008
Ilusões
Sou filha única, boa parte da minha vida vivi sozinha. Quem lê um pouco disso aqui sabe do meu romance com a solidão.
Mas descobri coisas muito ruins na companhia compulsiva que me fizeram voltar para a solidão.
Não tem algo q me incomode mais do que aquele grupo de pessoas q vive tão próximo q passam a dizer tudo q vivem entre si, umas para as outras.
Explico! Três amigos, dois se desentendem e um deles conta para o terceiro. O terceiro resolve opinar e aí aquele primeiro q não queria q o terceiro soubesse, se chateia com o q contou (piorando o desentendimento) e com aquele terceiro q resolveu questionar e se meter.
Isso foi um caso simplificado com apenas três pessoas. Imagine dez pessoas vivendo dessa maneira, quinze ou talvez vinte. É uma tremenda novela q mistura mexicanos com italianos. Posso falar alto e me exaltar, mas na política social estou mais para os ingleses.
Por isso, não sinto falta de muita coisa q se passou na minha vida, desde o primeiro grupo próximo demais, aos 15 anos.
Sendo assim, estou criando um novo objetivo. Coexistir sem depender, sem sufocar, sem viver em conjunto. Talvez seja a relação mais saudável para se ver e, surpreendentemente, a mais difícil de se encontrar...
Vou deixar a solidão aqui até isso acontecer...
20 de julho de 2008
Desabafo

18 de julho de 2008
Família
12 de julho de 2008
Adaptação
Na verdade, cabe pensar primeiramente o que é insano. Flagrei-me pensando nessa questão ao ouvir discussões calorosas sobre pedofilia e zoofilia.
Mas isso me levou ao mais "normal". E as pessoas que tem desejos compulsivos de permanecer buscando parceiros com o mesmo perfil, ainda que todos eles dêem errado da mesma maneira.
Percebi minha relação nas amizades então. Descobri uma mudança, um divisor de águas em algumas coisas. Tenho amigos de ambos os sexos, como muitos. Descobri que passei a escolher amigos do sexo masculino diferentes de uns anos para cá. O que mostra que me livrei de algo errado, pois essas amizades me constroem mais do eu imaginara.
Em contra partida, as amizades do sexo feminino tendem ao doentio. Se alguma amiga ler isso, não levo para o lado pessoal. Explico o porquê. Eu não sei viver com mulheres. Aproximo de mim sempre dois tipos de mulheres: as que me intimidam ou as que desprezo. Existem sim mulheres com quem me relaciono de igual pra igual, mas descobri que aquelas que estão perto de mim caem nesses dois perfis.
E, claro, comparei com os homens. Com eles, tenho uma relação de igual para igual. Eles não me intimidam (exceto, claro, aqueles por quem me apaixono..rs), não os desprezo. Sempre me sinto no mesmo nível, o que sempre me permitiu ter relações amorosas relativamente saudáveis.
Enquanto isso, com as mulheres nunca foi assim. Todos os dias me surpreendo com elas. São estranhas a mim, intensas quando menos espero, tristes demais em momentos surpreendentes e cansativas em muitos momentos. Mas tudo isso pode ser tranquilamente contornado.
A unica coisa que não entendo é a necessidade de competir. Cresci ouvindo que homens são competitivos, que lutam sempre pelo mesmo objetivo e podem ser desleais. Descobri o contrário. Homens são tremendamente corporativos, o que me faz admira-los ainda mais. Porém, as mulheres são insuportavelmente sórdidas. Falsas e costumam falar mais pelas costas do que cara a cara.
Sinceramente, perdi o desejo de compreender isso. Mas ainda estou em busca de uma maneira de não me afetar por isso. É absolutamente insuportável. Se uma mulher ler isso, entenda: deixe de ser competitiva!
Pode parecer mero blá blá blá. mas para quem tem uma mãe que vive competindo com a filha pela atenção do seu marido, essa relação pode tirar do sério qualquer pessoa. Pq uma amiga, que teve seu namorado apresentado pela sua amiga, quer excluí-la da vida do seu amado e tomar o lugar da amiga. Isso e muitas outras coisas que tenho que aturar calada. Tenho que conviver sem me pronunciar. E isso sim, é enlouquecedor.
Logo, declaro aos céus, faça-me homem na proxima vida. E um homem homossexual, para que viva com outros homens, ame os homens e seja homem e tenha amigos homens. Pois "the women sucks!".
Mais uma sessão de terapia semana que vem para tentar resolver isso.
30 de junho de 2008
Flor

2 de junho de 2008
Lama minha

Amargura de pensar nos outros
Tristeza em ver tão pouco
Sorrir por mera educação
Preencher-me da solidão
Por mais que tente, e tento
Ver veracidade nos atos alheios
Vejo mentiras e maus tratos
Corações tão feios
Desdem, indiferença, rancor
Vingança, fofoca, desamor
Tudo que não há sentido
Se torna um eterno castigo
Almas vagam no limbo
de podridão dos sentimentos
podendo ser mais que muito
escolhem ser um adendo
a acolhida é a solitude
vagar pela lama humana
chorar as dores a muide
da podridão humana.
Nunca foi tão dificil conviver com os outros.... O mundo é cada vez mais doentio, mais feio, mais triste.... O braço fica cansado de nadar contra a maré.... Um dia a gente simplismente.... Deixa o barco a deriva.....
21 de maio de 2008
Ressentir
De funções inumeras
Enquato a contante não muda
A solidão é o termo independente
Variável q não varia
Função que não termina
Com ou sem assintota
Nada mais me ilumina
Pois a vida assim me guia
Terminando sempre inconclusiva
Só basta dizer:
"Seja Bem vinda!
De novo".
24 de março de 2008
Longe....

7 de fevereiro de 2008
Chega de Saudade

Num verão atípico, com chuvas de mais e sol de menos, faço uma bela viagem quase todas as manhãs. Uma empreitada matemática me obriga a sair da pacata tijuca e seguir ao poético jardim botânico.
Há quem diga que tenho azar, efeito do tempo perdido, do sono escasso e da entediante viagem. Percebi a sorte de poder fazer durante as manhãs de férias.
Sair da tijuca já é a benção. Sua poesia é dura e pouco amável. Ela está mais para uma prosa realista da vida da classe médica carioca.
Porém, ela consegue ser superada pela pobreza do Estácio. Sempre lembro de Luiz Melodia dizendo para matá-lo de amor por lá. O Estácio é que precisa de muito amor, terra maltratada.
A certeza de um sorriso vem com a chegada da Lapa. Sua magia não é boêmia, é apenas poesia da mais pura liberdade carioca. Passar por aquele engarrafamento não dói, nem se sente.
Passar pelos arcos é o clímax. Não do que se passou, mas a certeza do que está por vir. Os lindos jardins, parques e estátuas da inebriante zona sul.
Quando adormece, a brisa do Flamengo me acorda nesse trecho. Quando passo pelo Hotel Glória, o carro abre-alas da arquitetura do Flamengo retro.
Isso só é superado pelas estátuas da praia de Botafogo que me fazem lembrar de olhar mais a frente e ver o pão de açúcar resplandecendo a enseada.
Parece que meu player combina com Deus os movimentos e sempre toca João Gilberto enquanto subo a São Clemente, me fazendo cantar chega de saudade, ao lembrar daquela enseada estampada nos meus olhos.
Os carros lentos no Humaitá não me incomodam, eles são a certeza da proximidade com o Jardim Botânico, a certeza de que a Lagoa sempre está lá, para nos acompanhar as escondidas.
Só então, ao subir a rua Jardim Botânico, me distraio com os graffitis nos muros e lembro que chego ao novo ápice: o Parque Lage a abençoar todos nós, e infelizmente, os prédios da rede globo a atrapalhar a paisagem.
Chegamos ao destino, sigo para o Horto, com a companhia do jardim ao meu lado, perfumando o caminho e acalmando meu coração.
No ponto final, a tristeza de ver a ladeira que ainda subirei é esquecida, vejo sempre o mesmo beija-flor a me saldar as belas manhãs cariocas.
Bom Dia Rio de Janeiro.
28 de dezembro de 2007
A quem interessar possa....
De quanta hipocrisia se alimenta
De quanta dor se exalta
De quanto amor nos falta.
Acreditei um dia que deixar-me doar para o amor - e falo do amor impessoal, da certeza do sentimento por qualquer um- seria a felicidade mais completa. Mas amar é sempre um via de mão unica.
Não existe complemento no amor, só para aqueles que se completam apenas com o sentir. Eu sinto, e sinto só. Amo tantas pessoas, amo profundamente, com todas minhas forças e não sinto que nenhuma me ame de verdade. Nem que seja para me dizer onde eu erro, para que eu acerte com eles.
Queria encontrar pessoas com quem eu pudesse me sentir livre e em paz. Tenho duas pessoas assim, só não queria que fossem apenas duas. Essas duas pessoas não podem suprir todos os meus desejos. Essas duas pessoas não constituirão família comigo, essas duas pessoas não irão e não podem estar ao meu lado o dia inteiro. E para completar, não sinto que elas me amem como as amo, mas que apenas dependem da minha presença.
Queria q o mundo fosse mais amável, que não se cobrasse tanto dos outros, que esperassemos menos e fizessemos mais pelos outros.
Nem sei se um dia ainda vou encontrar isso e acredito menos ainda que isso venha a existem num relacionamento amoroso. Não sei mais se desejo ter alguém para amar..... Pois não sei se seria amada.... É triste dizer isso, mas não acredito q isso um dia aconteça. Falta bem pouco para que eu desacreditar no amor.....
E no momento que isso ocorrer.... O social terá chegado ao fim. Vou juntar os centavos, arrumar a trocha de roupa e ir embora para a India.... e nunca mais voltar.
Espero apenas q Deus me surpreenda e me faça pensar diferente.... Pois acho triste demais ter ganhado a vida para perder as esperanças no amor.....
3 de novembro de 2007
Redefinindo.

Quantas máscaras usamos
Quantos mundos inventamos
Quantas mentiras contamos
Para sermos quem queremos
Uma grande ironia do destino
Crer que seremos mais do que somos
Quando na verdade, sempre
Seremos mais do que imaginamos
A libertação é surpreendente.
Ser alguém maior
É ser melhor
É ser eu mesma
É ser quem eu quero
Agora sou eu
Sem esforço
Sem mentira
Sem ilusão.
Sou a grande essência
Que se criou em meu coração.
24 de outubro de 2007
10 de outubro de 2007
Mundinho superficial

Não basta ser inteligente
Não basta ser legal
Não basta ser divertida
Não basta ser amiga
Não basta nada no mundo.
Ser gordo é sempre ser visto como menos que os outros.
Mundo hipócrita e preconceituoso.
Não sei mais se quero emagrecer por amor a mim ou só para ser aceita.
Gordo é motivo de riso, de piada..... E nem sou das mais gordas que já vi, mas vejo que só meia duzia de pessoas nesse mundo me tratam como uma igual.
Para todo o resto do mundo, sou feia, gorda, tenho cara de desleixada só pq não sou magrinha.
Então, para minha inteligente ser aceita, para minhas piadas serem mais engraçadas, para minha companhia ser menos vergonhosa, eu devo ser magra e gostosa?
Sem contar que apenas 10% dos homens admitem ter tesão por uma gorda. Cerca de 70% deles só admitem isso na intimidade, mas tem vergonha de mim, e, somente, 20% realmente não veem a menos graça numa gorda.
Resumindo, cerca de 30% dos homens no mundo são sinceros, outros 70% são uns idiotas.
Não sei odiar pessoas, mas juro que por um segundo, quando recebo olhares preconceituosos, consigo odiar.
Enfim..... um desabafo de uma semi-gorda.
4 de outubro de 2007
Meu momento Almodovar...

Ter uma mãe de personalidade forte é viver a fundo as emoções de Almodovar.
A relação com a mãe, com sua proximidade e complexidade, por sí só já gera traumas. Mas ter uma mãe de personalidade forte, uma mãe que não entendeu sua própria mãe, é sempre acumular traumas suficientes para se questionar.....
Amo-a ou odeio-a?
Sim, amor e odio andam juntos. Não sei responder essa pergunta, mas ela faz parte de minha vida e sempre vou pensar nela. Mesmo depois de uma briga, ainda lembro de comprar um livro que ela goste.
Mãe é viver tudo no pouco
Mãe é sonhar com tão pouco
Mãe é crescer aos poucos
Mãe é nunca ser pouco.
Ter mãe é ser a joia de sua vida, sem que ela nunca admita!













